A voz de Marcelo soou chocada, suas pupilas se contraíram drasticamente, e ele ficou petrificado no lugar, como se tivesse sido atingido por um raio.
Há apenas alguns minutos, ele havia se colocado incondicionalmente ao lado dela, não hesitando nem mesmo em repreender duramente sua própria irmã de sangue para protegê-la.
De repente, ele sentiu como se tivesse levado um tapa ardido no rosto.
— Não, eu não fiz. Foi a Stefany que ficou com ciúmes da irmã e me contou sobre isso. A princípio, eu discordei e até tentei aconselhá-la, mas ela não me deu ouvidos, eu não pude fazer nada!
Por sorte, ela havia sido cautelosa e incitado Stefany deliberadamente para agir em seu lugar, não sujando as próprias mãos.
Agora que Stefany fora chamada para ser interrogada, Vivian se colocou completamente fora da jogada.
Sem esperar que seu segredo fosse descoberto tão rápido, Stefany ficou aterrorizada no mesmo instante.
Especialmente ao se ver sob o olhar fixo de Marcelo, justamente quando ela tentava se explicar para ele.
Antes mesmo de abrir a boca, ouviu a voz implacável de Marcelo ecoar de cima:
— Stefany, o que você estava pensando? Se a sua inveja é tão grande, não arraste a Vivi junto com você. Fique longe dela de agora em diante!
— Eu... — Stefany, sentindo-se injustiçada, tentou se explicar.
— Terceiro irmão, não culpe tanto a Stefany. Ela só perdeu a cabeça por um momento, não fez por mal. — Vivian assumiu imediatamente o papel de suposta apaziguadora.
— Não tente arrumar desculpas para ela. Esse tipo de gente não tem boas intenções, diminua o contato com ela a partir de hoje!
Marcelo acreditou novamente em Vivian e virou-se para Stefany: — E você, não se aproxime mais da Vivi no futuro, ouviu bem?
Ele não podia deixar aquelas mulheres manipuladoras perto da Vivi, caso contrário, ela com certeza seria corrompida.
Stefany abriu a boca, querendo dizer algo, mas as palavras não saíram; pensou que, mesmo se falasse, não faria diferença.
Como ninguém iria acreditar nela, decidiu não se submeter àquela humilhação em vão.
Aquele Marcelo com certeza tinha um sério problema na cabeça. Era melhor se afastar logo daquele imbecil com complexo de superproteção pela irmã, ou mais tarde com certeza acabaria pagando um preço alto.
O resto de admiração romântica que ela nutria por Marcelo agora havia sumido por completo.
— Yasmin, eu levo você...
— É melhor você não vir atrás, ou se acabar arrastando a família Holanda para o buraco por sua própria culpa, será um problema só seu.
Gabriel Guerra o interceptou, com um tom de voz nada amigável.
Isso deixou Quentin num beco sem saída; não sabia se devia ir ou ficar, numa situação de extrema vergonha.
Yasmin e seu grupo cumprimentaram os organizadores, trocaram algumas cortesias e, não tendo intenção de participar do banquete de comemoração, decidiram ir direto para casa.
— Você já está com a sua amiga e os funcionários, pelo visto não vai precisar que eu a acompanhe. — Gabriel pareceu bastante decepcionado.
Uma pena que Yasmin não compreendeu o significado mais profundo nas palavras dele, e simplesmente respondeu:
— Você quer que eu leve você?
Gabriel Guerra: — ...

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