Vivian Viana estava muito descontente por ver todos girando ao redor de Yasmin Viana mais uma vez, mas não demonstrava isso na superfície.
Depois de pensar um pouco, não conseguiu se conter e acrescentou: — Irmã, pare de guardar rancor de todo mundo, deixe o passado no passado. De agora em diante, vamos conviver em paz como uma família, não seria tão acolhedor?
Enquanto falava, observava secretamente a expressão de Yasmin Viana, torcendo para captar um pingo de constrangimento em seu rosto.
O que ela queria mesmo era provocá-la de propósito, preferencialmente fazendo-a ter um ataque repentino de fúria como antes, ou arrumar confusão consigo.
Dessa forma, ela poderia aprofundar ainda mais o desgosto que seus irmãos nutriam por ela.
Yasmin Viana lançou-lhe um olhar de soslaio, desprezando intimamente a sua hipocrisia, pois bastava ouvi-la para saber qual era a verdadeira intenção daquela idiota.
— Ah. — Ela respondeu de forma preguiçosa, com apenas uma interjeição.
Ao ver que Yasmin não mordera a isca, Vivian ficou ainda mais irritada, mas só lhe restava continuar com sua máscara de boa moça, dizendo:
— Irmã, os nossos irmãos se esforçaram tanto dessa vez, por favor, não os decepcione de novo.
Marcos Viana e Murilo Viana, os dois irmãos, estavam até hesitando se deviam ou não puxar assunto com Yasmin Viana por conta própria.
Ao verem que Vivi já havia se rebaixado tanto e falado tudo aquilo, e ainda assim recebido apenas desprezo em troca, a raiva dominou os seus corações.
Observando os rostos falsos dos presentes, Yasmin zombou friamente em seu íntimo, não se dando nem ao trabalho de responder.
Se não fosse pelo respeito que tinha por sua avó e por sua tia, ela jamais teria voltado à residência da Família Viana. Como ela poderia se importar com o que eles sentiam ou pensavam?
— Chega, fale menos. Toda vez que você abre a boca, esse clima agradável de repente fica tenso.
A velha senhora se manifestou com desagrado.
Tendo chegado àquela idade, ela ainda conseguia distinguir muito bem quem era bom e quem não era.
Só que, antes, desde que a situação não passasse dos limites, ela preferia não dar atenção.
Além disso, com os anos que passou fazendo orações e penitências na igreja, ela estava ainda mais sem energia para lidar com essas coisas.
Agora que o velho havia falecido e ela havia retornado para casa, naturalmente, não poderia fingir que não via nada.

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