— O mesmo vale para você, não a chame com essa intimidade nojenta. De qualquer forma, eu posso ignorá-la a qualquer momento, mas você, filhinho de mamãe, conseguiria enfrentar a sua mãe e deixá-la de lado?
Sendo provocado novamente e com a bebida já subindo à cabeça, Quentin Holanda levantou-se abruptamente, perdendo as estribeiras.
— Filhinho de mamãe o caramba! Você que é um filhinho de mamãe! Acabou a nossa amizade! Aquele negócio que combinamos está cancelado, vou retirar meu investimento!
Depois de dizer isso, virou as costas e foi embora.
Voltar para casa, tomar um banho e ir dormir era muito melhor do que encher a cara com aquele desgraçado, desperdiçando tempo e dinheiro.
Com amizades assim, num momento desses, a única vontade que dava era romper relações imediatamente!
— Tsc! — Marcos Viana engoliu sua bebida de uma vez, sentindo-se aborrecido.
Ele inicialmente queria mostrar alguns resultados para o grupo de acionistas, por isso tinha procurado Quentin para discutirem uma parceria.
Agora tudo tinha ido por água abaixo, e que se dane! Aquele dia estava sendo um verdadeiro inferno!
Se soubesse, não teria concordado com sua mãe em trazer seu irmão idiota para acompanhar a Vivian em um passeio para espairecer.
Aquela mulherzinha manipuladora era irritante pra caralho!
— Yasmin, desculpe pelo transtorno desta vez, por fazer você sair do seu caminho para me levar para casa.
Gabriel Guerra sentou-se no banco do passageiro de seu próprio carro pela primeira vez. Olhando para a jovem no banco do motorista, ele experimentou um sentimento indescritível.
De qualquer forma, ele estava muito feliz.
— Sem problemas, não é tão longe assim de qualquer forma. — Yasmin Viana não deu muita importância àquilo.
Pouco antes, ao ver aqueles membros insuportáveis da Família Viana, o seu humor foi arruinado, então não bebeu nada.
Acontece que Gabriel havia tomado um coquetel preparado por ela e, como não podia dirigir, não era um grande esforço que ela assumisse o volante.
Agora, dominando aquela máquina monstruosa nas ruas, a sensação revigorante de unidade entre motorista e carro era algo impossível de descrever em palavras.
Cada curva e cada aceleração permitiam-lhe experimentar um prazer inigualável. Era uma sensação intensa, extremamente viciante.
O homem relaxado no banco do passageiro, é claro, podia perceber o quanto ela estava curtindo o carro, bem como as corridas.
E, ao vê-la mostrar aquelas habilidades, ele apenas confirmou as suas suspeitas.
Foi exatamente por essa razão que Gabriel pediu, de propósito, que ela o levasse em casa: não era só para passar um tempo a sós com ela, mas também para que ela pudesse matar a sua vontade de dirigir.
Isso porque ele sabia que, se simplesmente oferecesse a direção, ela com certeza recusaria de forma educada.
Justamente quando ele começou a planejar uma desculpa para presenteá-la com um carro superesportivo de luxo, algo chamou a sua atenção e despertou o seu alerta, fazendo-o avisá-la:
— O que você acha, até quando aquele carro lá atrás vai continuar nos seguindo?

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