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Abandonada pela Família, Salva pelo Amante romance Capítulo 114

“Vadia, para de fingir!” Uma jovem de cabelos vermelhos, mascando um pirulito, olhou para ela com desdém. “Sabe quem é o senhor na sua frente?”

Florença lançou um olhar para o homem tatuado que a garota indicava, mas permaneceu em silêncio.

“Ah, é verdade, você acabou de ser transferida e ainda não conhece o nome do nosso Eder.” A jovem de cabelos vermelhos curvou os lábios em um sorriso irônico. “Depois de hoje, tenho certeza de que vai se lembrar.”

“Já chega, pra que perder tempo com ela?” O homem tatuado olhou para Florença com agressividade. “Entrega logo esse relógio!”

Florença não se abalou.

Um dos capangas semicerrava os olhos e disse a Eder: “Eder, não está adiantando.”

“Eliana não disse? Pode fazer o que quiser, a família Braga não se importa com ela.” A jovem de cabelos vermelhos afirmou.

O rapaz de cabelo raspado, ao ouvir aquilo, caminhou alguns passos na direção de Florença, agarrou o colarinho da camisa dela e a puxou bruscamente para perto, cheio de arrogância. “Entrega logo, ouviu?”

Florença o encarou friamente, seus olhos demonstrando um desprezo absoluto, como se olhasse para uma formiga insignificante.

O rapaz de cabelo raspado se sentiu incomodado pelo olhar dela.

“Vai continuar fingindo? Quero ver até quando aguenta…”

A última sílaba do homem nem chegou a ser pronunciada.

Um grito de dor ecoou repentinamente por todo o beco.

O rapaz de cabelo raspado, antes que pudesse reagir, teve o pulso quebrado por Florença.

O estalo do osso soou alto e assustador.

Florença esboçou um sorriso frio e arremessou o homem com força contra a parede.

Com um baque seco, o homem caiu no chão feito uma boneca desmontada, totalmente derrotado.

Todos ficaram em choque.

Aquilo… era mesmo uma pessoa?

“Eder!” O rapaz loiro olhou apavorado para a jovem, sua voz tremendo. “O que… o que a gente faz?”

“O que fazer? Você ainda pergunta?” Eder gritou irritado. “Idiota, vai logo, pega ela!”

O loiro cerrou os dentes e, com um grito de “aaaah”, ergueu o cano de ferro e partiu para cima de Florença.

“Desgraçada, você bateu no meu Luís, eu vou te matar…”

No entanto, antes que terminasse a frase, Florença já o atingiu com um chute.

Florença caminhou até o carro sem pressa e entrou.

Junto com ela, entrou também um cheiro úmido e fresco do lado de fora.

Gleison a observou sentar ao seu lado, puxou o capuz da blusa dela e, com um olhar frio, examinou seu rosto. Não encontrou nada estranho e só então relaxou um pouco o cenho franzido.

“Se você brigar, eu não vou me meter.” Ele advertiu, com semblante sério. “Mas se aparecer machucada, pode esquecer a escola.”

Florença o olhou, surpresa. “Como você soube…”

“Tudo o que você fizer, eu vou saber.”

O tom era tranquilo e seguro.

Florença apertou os lábios, permanecendo em silêncio.

Assim como no dia anterior, Gleison tirou de uma sacola uma grande marmita cor-de-rosa e colocou sobre a mesinha à frente dela.

Florença: “…”

Ela olhou para a marmita cor-de-rosa por alguns instantes e, teimosa, virou o rosto para o lado. “Não estou com fome.”

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