“Por que Florença ainda não voltou?”
Carolina saiu do banheiro após tomar banho, olhou para Eliana e perguntou: “Eliana, será que Eder e os outros não mataram a Florença, não é?”
Ao ouvir isso, Eliana franziu as sobrancelhas.
Quando Eder e seu grupo resolviam agir, nunca eram delicados, e Florença não era páreo para eles. Se por acaso tivessem realmente machucado seriamente ou até matado Florença, a situação ficaria complicada.
Afinal, Florença também fazia parte da família Braga.
“Vou mandar uma mensagem para eles.”
Eliana rapidamente digitou algo em seu celular.
“Eder, peguem leve, só precisam conseguir o relógio.”
A mensagem foi enviada, mas parecia ter caído no esquecimento, pois não recebeu resposta.
Eliana se preparava para mandar outra mensagem, quando, naquele instante, a porta do dormitório se abriu.
Todos imediatamente olharam para lá.
Florença entrou vinda do lado de fora, segurando um guarda-chuva preto na mão.
Eliana finalmente respirou aliviada.
Florença não estava morta.
Já era suficiente que não tivesse morrido.
Ao ver que o relógio não estava mais no pulso de Florença, Eliana pensou que Eder e os outros já haviam conseguido o objeto e então sorriu de canto: “Florença, se soubesse que seria assim hoje, teria agido diferente antes, não?”
Florença a encarou: “Aqueles marginais foram contratados por você?”
“Claro!” Eliana ergueu o queixo com orgulho. “Ou você achou mesmo que eu não poderia te dar uma lição?”
Quando viu que a expressão de Florença piorava, Eliana pensou que era apenas o medo do susto que Eder e os outros lhe haviam causado, e que Florença ainda estava tremendo de medo.
“Claro.” Florença a encarou friamente. “Em qualquer situação, sempre vou te enfrentar.”
Depois disso, soltou a mão e empurrou Eliana ao chão.
Carolina ficou atônita e só se recuperou depois de alguns segundos. “Florença! Você enlouqueceu? Quer mesmo arriscar a própria vida?”
Ela não podia acreditar que Florença havia batido em Eliana de novo!
Que imprudência.
Talvez a lição de Eder ainda não tivesse sido suficiente.
Vitória ajudou Eliana a se levantar e perguntou em voz baixa: “Eliana, você está bem?”
Eliana, sentada no chão sentindo dor, chorava enquanto gritava: “Vadia, vou pedir para o Eder te dar uma lição!”
Ela se arrastou, pegou o celular e, furiosa, começou a mandar mensagem para Eder.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Abandonada pela Família, Salva pelo Amante