“Quem poderia saber?” Carolina deu de ombros, pegou seu celular e abriu discretamente a foto que havia tirado da janela, colocando-a sobre a mesa de Eliana.
Era possível ver, na imagem, Florença conversando com Renata no escritório.
Carolina deslizou o dedo pelo celular e sorriu friamente. “Ficamos espertas, também gravamos o áudio.”
“Me diga, se todo mundo descobrisse que Florença é esse tipo de pessoa falsa, que apunhala os outros pelas costas, será que alguém da turma C ainda gostaria de ser amiga dela?”
Os olhos de Eliana brilharam e ela deu um tapa no ombro de Carolina. “Carolina, você foi ótima!”
Finalmente conseguiram virar o jogo.
Eliana se animou novamente. “Vamos, eu vou levar vocês para jantar fora, vamos comemorar o que conseguimos hoje!”
—
Pouco depois das oito da noite, Simone saiu do escritório de Renata com uma expressão muito abatida.
Sávio se aproximou. “E aí? O que a professora disse?”
Simone suspirou. “Disse que, se eu for pega novamente fazendo bico em bar, vai me punir.”
“Ela ainda pegou o contato do gerente do bar e disse que vai acompanhar de perto a situação. O gerente prometeu para ela que não vai mais me deixar cantar lá.”
O rosto de Sávio ficou sério imediatamente. “Como isso pôde acontecer?”
Se Simone não pudesse ganhar dinheiro, o plano dele de levar Patricia para passear na Beto Carrero World por três dias e três noites estaria perdido.
Simone mordeu os lábios e, muito envergonhada, disse a Sávio: “Desculpa, Sávio. Eu tinha prometido ajudar você a juntar dinheiro para comprar o violão, mas agora não posso mais cantar no bar.”
Sávio conteve o impulso de explodir, apertou as mãos e respondeu suavemente: “Não tem problema, Simone. Assim é até melhor, você não precisa se cansar tanto.”
Sávio se endireitou, apoiando-se no corrimão, e respondeu com voz fraca: “Não sei, de repente fiquei tonto, tudo escureceu por um instante.”
“Não me assuste…” Simone disse, preocupada, e em seguida sugeriu: “Isso é porque você tem dormido muito pouco ultimamente. Volte para casa e descanse, hoje não faça mais entregas.”
Sávio balançou a cabeça. “Está tudo bem comigo.”
O sentimento de culpa de Simone só aumentava.
Ela apertou as mãos, um pouco frustrada. “Não faço ideia de como a Professora Lopes descobriu sobre meu trabalho no bar.”
“Simone, pense bem. Quem sabia que você estava cantando no bar?” Sávio olhou para ela.
“Só minha dupla de carteira e algumas colegas de quarto, acho que mais ninguém sabia disso. E, na verdade, só elas tinham o endereço do bar.”
Os olhos de Sávio escureceram. “Será que foi sua dupla, Florença?”

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