“Professora Lopes, por favor, eu realmente não podia ser expulsa. Se fosse expulsa, minha vida estaria arruinada para sempre.”
Renata demonstrou resignação. “Patricia, não é que eu não tenha intercedido por você, mas a diretora manteve uma posição muito firme. Não pude fazer nada.”
Para falar a verdade, Patricia tinha notas razoáveis e faltava apenas meio ano para o ENEM. Conseguiria facilmente entrar em uma universidade federal de excelência e, futuramente, poderia se tornar pesquisadora.
Mas sendo expulsa, dificilmente outra escola a aceitaria.
Ela própria destruiu seu futuro.
Patricia foi conduzida pelos seguranças em direção ao portão da escola e avistou Florença imediatamente.
De repente, lembrou-se do que Nivaldo lhe dissera ao telefone.
Nivaldo alegara que realmente apagara as imagens das câmeras, mas logo seu computador fora invadido. O invasor era um hacker de nível ainda mais alto, figurando entre os dez melhores do ranking nacional.
Como Florença conseguia contato com pessoas desse tipo?
Tinha que ser por causa da família Braga.
Ela quase se esquecera: Florença era de uma família poderosa.
Patricia correu em direção à Florença. “Florença! Eu errei, por favor, não deixe a escola me expulsar, está bem? Por favor, me ajude dessa vez.”
Se Florença permitisse que a família Braga se manifestasse, certamente a diretora reconsideraria, a pedido deles.
Qualquer punição seria aceitável.
Desde que não fosse expulsão.
Ela realmente não queria ser expulsa.
Muitos que presenciaram a cena não contiveram a compaixão.
“Que pena, ser expulsa é realmente severo. O ENEM está chegando, o que será dela depois?”
“Será que não dava para diminuir a punição? Uma advertência seria melhor do que expulsão, poxa!”
Em outros tempos, Florença poderia ter sentido pena de Patricia.
O que Patricia fizera de tão grave?


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