Quem não soubesse, ao ouvir aquele tom de voz, talvez até pensasse que Gleison a estivesse ameaçando.
Apenas Florença sabia que aquela era exatamente a personalidade de Gleison. Na vida passada, todas as vezes que o encontrava, ele sempre tinha aquela expressão gélida.
“Sr. Albuquerque, o senhor não precisa ser tão cortês. Já que presenciei a situação, não poderia simplesmente ignorar.”
Florença julgou que sua resposta havia sido perfeita, mas não esperava que a expressão de Gleison ficasse ainda mais carregada.
Florença: “?”
O que teria dito de errado outra vez?
Gleison fitou Florença fixamente, o olhar sombrio. “Case-se comigo.”
Florença: “???”
Seus olhos se arregalaram como nunca antes.
O que Gleison acabara de dizer?
Casar… casar-se com ele?
Parecia até que estava tendo alucinações auditivas.
Vânia, ao lado, também ficou em choque, completamente paralisada. “……”
Não é possível, será que o patrão tomou o remédio errado hoje? O que ele estava dizendo, afinal?
“Bem, Sr. Albuquerque… é… eu…” Florença estava visivelmente desconcertada. “Acho que escutei errado. O que o senhor acabou de falar…”
“Eu disse, case-se comigo.”
Florença: “……”
Não podia ser verdade.
Gleison realmente pediu que ela se casasse com ele?
Num impulso, Florença levantou-se como se tivesse levado um choque. “Mas nós acabamos de nos conhecer!”
Embora na vida passada, na noite anterior à sua morte, Gleison também tivesse dito algo semelhante ao telefone, desta vez parecia até mais casual do que antes.
O que ele pretendia, afinal?
Era o primeiro encontro e ele já queria que ela se casasse com ele? Isso seria apropriado? Hein? Seria?
“O que acha?” Gleison perguntou. “Você aceita?”
Claro que não aceitava!
Florença gritou por dentro.

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