Capítulo 323: Apreciando a Cena
David dirigiu Dean a um restaurante. Ela inicialmente queria ir direto para casa, mas ele insistiu, dizendo que não permitiria que ela voltasse com o estômago vazio, já que ele a tinha convidado para jantar.
E assim, os dois se encontraram sentados um de frente para o outro na mesa. Eles pediram alguns pratos leves - Dean não queria nada muito gorduroso para o jantar, e David também não estava com vontade de pratos pesados de carne. No final, eles se decidiram por uma seleção de pratos vegetais e uma sopa.
No entanto, entre os pratos havia um que Dean amava particularmente - camarão. Esta pequena preferência dela fora discretamente compartilhada com David por Drake no Instagram: a irmã mais velha adorava camarão, mas não era muito fã de porco.
Logo, o garçon trouxe a comida. Os olhos de Dean ficaram no prato de camarão cozido, suas sobrancelhas se franzindo levemente. Elas haviam pedido aquilo? Talvez o garçon havia cometido um erro. Mas antes que ela pudesse pensar nisso, David já havia colocado dois camarões em seu prato, e o garçon prontamente colocou um pequeno prato de molho para mergulhar.
"Obrigada."
Ela colocou um par de luvas descartáveis e começou a descascar o camarão. Vendo-a, David sentiu de repente uma pontada de auto-reprovação - por que ele não pensou em descascar os camarões para ela antes? Não seria isso que um cara atencioso faria?
Imitando-a, colocou um par de luvas, pegou dois camarões e tentou descascá-los de maneira desajeitada. Verdade seja dita, ele nunca havia feito isso antes, e seus dedos geralmente habilidosos lutavam desastradamente com as delicadas cascas.
Dean, que raramente sorria, não pôde deixar de rir da cena. "Você não sabe como descascar camarão?"
David: "..." Era tão óbvio assim?
O quão difícil poderia ser? Ele era um aprendiz rápido - não havia sempre sido o melhor de sua turma? Nada jamais o havia desafiado antes.
Com uma leve erguida de sobrancelha e uma leve curva nos lábios, ele respondeu, "Não, mas posso aprender agora mesmo."
E de fato, ele aprendeu. Em questão de momentos, ele dominou a técnica, descascando vários camarões com facilidade recém-descoberta antes de colocá-los no prato de Dean. "Experimente..."
Tendo já segurado as mãos dele e até mesmo sido beijada forçosamente por ele - cof, cof - sem mencionar o incômodo de fazê-lo comprar absorventes, comer alguns camarões que ele descascou não parecia ser tão grande coisa, certo? Se ela continuasse agindo de forma tímida, não seria isso que as pessoas chamam de "fazer cu doce"?
Com esse pensamento, Dean deixou de hesitar, como se já tivesse inconscientemente assumido o papel de sua namorada. Ela sorriu calorosamente e simplesmente disse, "Obrigada!" Então, pegando o camarão, ela o mergulhou no molho e deu uma mordida.
David congelou por um instante quando a viu sorrir para ele.
Ela... sorriu para ele? Não parecia um sorriso educado ou distante, nem forçado. Parecia genuíno, vindo direto do coração.
O sorriso dela era puro, claro como água, suave como a lua de outono, com olhos brilhantes que curvavam delicadamente, assim como os de Emma...
"Coma também," disse Dean, pegando alguns camarões que ela havia descascado e colocando-os no seu prato.
"Coma enquanto estão quentes," ela acrescentou. "Eles ficam melhores com o molho."
Uma corrente quente parecia fluir silenciosamente para o coração de David, derretendo a solidão que ali permanecia por tanto tempo.
Inconsciente, um leve sorriso se formou em seus próprios lábios. Dean piscou, se perguntando se havia imaginado aquilo.
Essa foi a primeira vez que ela viu uma expressão tão terna no rosto normalmente frio e sério dele. Não era premeditado, nem superficial. Era um sorriso que alcançava fundo na alma dele, suavizando seus traços austeros e fazendo-o parecer surpreendentemente gentil e refinado. Não mais como uma lua solitária pendurada no alto do céu, distante e gélida.
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Enquanto isso, Emma e George acabavam de terminar seu próprio jantar farto. Katherine queria dar uma volta pelo restaurante giratório, então Emma se ofereceu para acompanhá-la, deixando George para fazer companhia ao pai dela.
George concordou, lembrando-a de chamar um garçom caso precisassem de algo. Emma respondeu com uma piscadela brincalhona, sinalizando que entendia.

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