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Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar romance Capítulo 164

Karine também achava que, se fosse para rasgar a Lílian, dava para fazer isso a qualquer momento. Inclusive durante o casamento.

Agora, não.

Agora Cristiano estava decidido a não se divorciar de jeito nenhum. E, ainda por cima, tinha puxado Sérgio para dentro daquela confusão.

O cenário tinha virado um caos completo.

— Deixa pra lá. — Isabela suspirou. — Ainda tô pensando em como compensar o Sérgio por isso tudo.

Ele não tinha absolutamente nada a ver com aquela história e, mesmo assim, acabou sendo arrastado para dentro.

— E como você vai compensar? — Karine deu de ombros. — Convida ele pra jantar, ué?

— Você acha mesmo que o Sérgio precisa de uma refeição paga por mim? — Isabela retrucou.

— Não é sobre precisar. — Respondeu Karine. — É o mínimo de educação. Um agradecimento.

Precisar?

Sérgio não precisava de nada.

A família Cardoso estava inteiramente sob o controle dele. Mesmo antes de voltar ao país, os negócios que mantinha no exterior já iam de vento em popa.

Um homem desses… O que ainda poderia faltar?

Karine terminou o café e saiu, dizendo que à noite voltaria para ficar com Isabela.

Assim que ela foi embora, Isabela pensou por um momento.

Depois, decidiu ligar para Sérgio.

Do outro lado, ele atendeu quase imediatamente.

— Belinha.

A voz grave vinha suave, naturalmente gentil.

— O Cristiano provavelmente vai atrás de você de novo. — Avisou Isabela.

Sérgio ficou em silêncio.

Ela hesitou por um segundo antes de acrescentar:

— Você tem tempo hoje no almoço? Eu queria te pagar uma refeição.

— Do jeito que você tá, não é melhor evitar sair? — Perguntou ele.

Sérgio conhecia bem a condição física dela.

— Vem pra Serra Estrela Negra. — Sugeriu Isabela. — Ou então vem agora mesmo.

Afinal…

Cristiano já estava a caminho para encontrá-lo.

Se Sérgio não estivesse por perto, talvez desse para evitar um confronto direto entre os dois.

Do outro lado da linha, ao ouvir Serra Estrela Negra, os lábios de Sérgio se curvaram num leve sorriso.

— Tá bom.

Ele entendeu a intenção dela de imediato, afastá-lo de Cristiano, e não contestou.

A ligação terminou.

Enzo entrou logo em seguida e, ao ver aquele sorriso raro no rosto de Sérgio, ficou paralisado por um instante.

"Desde quando Sérgio… Sorria assim?"

— Senhor, o sr. Cristiano chegou.

O sorriso que ainda pairava nos lábios de Sérgio se apagou na mesma hora.

Parece que não dava para evitar.

— Deixa entrar. — Disse ele, já se levantando.

— Sim, senhor.

Cristiano ficou em silêncio.

O sorriso desapareceu do rosto de Sérgio. O olhar, de repente, ficou sério. Cortante.

Quem observasse com atenção perceberia um perigo frio se espalhando no fundo daqueles olhos.

Cristiano apertou os lábios.

Em silêncio, sustentou o olhar.

Sérgio não esperou resposta.

— Quem chamou a polícia foi a sua mãe. E quem levou os policiais para prendê-la foi a Taís. — Fez uma breve pausa, a voz sempre controlada. — Quer que eu te lembre do que a Taís e a polícia devem ter conversado nesse meio-tempo?

O ódio que a família Pereira sentia por Isabela nem precisava ser explicado.

E, se a Taís fizera questão de ir pessoalmente buscar a polícia, então o tipo de orientação que dera era fácil de imaginar.

Ou seja, se ontem Isabela tivesse sido levada de verdade…

O que a esperava não era difícil de prever.

Sérgio dizia cada palavra com calma.

Mas a respiração de Cristiano ficava cada vez mais pesada, irregular.

— E depois que você acordou, o Samuel não mexeu um dedo. — Continuou Sérgio, direto. — Cristiano… Qual era o seu plano? Fazer ela se humilhar na sua frente? Fazer ela ceder?

Cristiano permaneceu em silêncio.

O rosto dele se fechou por completo.

Ceder?

Isabela vinha insistindo no divórcio havia tempo demais, e aquilo o levara ao limite.

Ele queria.

Queria que ela finalmente baixasse a cabeça diante dele.

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