O clima no hospital era pesado, sufocante.
A situação da criança não era nada boa. Assim que chegaram, viram Lílian com os olhos inchados e vermelhos de tanto chorar.
Quando todos perceberam que Cristiano havia chegado com Isabela, o choque foi geral.
Taís ficou especialmente abalada.
Ela sabia que tinha sido o próprio Sérgio quem levara Isabela embora no dia anterior. Por isso, já havia mandado pessoas investigarem onde aquela mulher estava escondida.
Ela mesma pretendia ir até lá e rasgar Isabela em pedaços.
Mas, antes mesmo de qualquer notícia voltar…
Isabela apareceu ali, lado a lado com Cristiano.
O olhar de Taís escureceu.
"Ela voltou para o lado do meu irmão?
Não vivia dizendo que queria se divorciar?
E agora, afinal, o que é isso?"
Bruna também se surpreendeu. No caso dela, porém, a surpresa veio acompanhada de raiva.
— Por que você trouxe ela? — Disparou, sem disfarçar o incômodo.
Só o fato de Isabela não ter sido levada presa no dia anterior já tinha deixado Bruna entalada de ódio.
Agora, vê-la ali, bem diante de seus olhos, era ainda mais irritante.
Quanto a Taís, nem se falava.
Depois da humilhação que sofrera naquele dia no Grupo Cardoso, o ódio que sentia por Isabela só havia aumentado.
Isabela, por sua vez, mantinha as duas mãos enfiadas nos bolsos do trench coat.
Sob o olhar feroz de Bruna, virou o rosto lentamente para Cristiano e, com um meio sorriso despreocupado, comentou:
— Sua mãe está perguntando. Por que você me trouxe?
O leve riso dela soou especialmente irritante naquele ambiente carregado.
Cristiano lançou-lhe um olhar duro.
— Cala a boca.
Isabela estalou a língua. Um "tsc" curto e irônico.
Em seguida, voltou-se para Bruna:
— Já que seu filho não quer responder, eu respondo. Ele me arrastou até aqui à força. Não foi porque eu estava morrendo de vontade de vir.
Diante daquela postura fria e provocadora de Isabela, Bruna sentiu a cabeça latejar de raiva.
Ela lançou um olhar feroz a Cristiano. A voz saiu trêmula de indignação:
— Seu moleque ingrato… Por que você não me mata de raiva de uma vez?
Taís aproveitou o embalo. O tom estava carregado de veneno:
— Pois é, irmão. Outro dia a mamãe quase morreu de tanto passar mal por causa dela, precisou até de reanimação. E você ainda tem coragem de trazê-la para cá?
Assim que essas palavras saíram,
Cristiano lançou a Taís um olhar frio e cortante. Um aviso silencioso.
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Os comentários dos leitores sobre o romance: Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar