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Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar romance Capítulo 218

Cristiano estava tão furioso que o rosto chegou a ficar lívido.

Assim que viu Isabela encerrar a ligação, ele rangeu os dentes mais uma vez:

— Pra quem você ligou? Pro Sérgio?

Isabela ficou sem palavras.

De novo, Sérgio.

Mal ele terminou de falar quando, como uma ironia cruel, o telefone de Isabela tocou.

Ela olhou para a tela, viu o nome e atendeu:

— Senhor Sérgio.

— Sérgio. — A voz do outro lado corrigiu, com naturalidade.

— Sérgio.

Ela realmente não estava acostumada a chamá-lo diretamente pelo nome.

Enquanto Isabela falava, Cristiano já tinha visto claramente o nome na tela.

O rosto dele, que já estava sombrio, escureceu ainda mais.

E, ouvindo o tom calmo e próximo com que ela falava com Sérgio, aquilo soava, aos olhos dele, como uma provocação descarada, quase um flerte feito na cara dele.

A aura violenta ao redor de Cristiano explodiu, sem qualquer tentativa de disfarce.

— A filha da Lílian desapareceu. Você sabe disso? — Perguntou Sérgio.

Isabela respondeu na hora, sem rodeios:

— Você também acha que fui eu que levei a criança?

Pouco antes, Karine já tinha ligado, insinuando que o desaparecimento podia ter algo a ver com ela.

Ela odiava Lílian.

Odiava também os filhos que Lílian tinha dado à luz.

Mas isso não significava que fosse o tipo de pessoa capaz de machucar crianças.

Nos últimos dias, com a ajuda do irmão Yari, ela tinha lidado com Vanessa, atingindo Lílian de forma indireta.

Mas crianças… Esse era um limite que ela jamais atravessaria.

— Você não faria isso. — Disse Sérgio, sem hesitar por um segundo sequer.

A resposta veio tão imediata que parecia instintiva.

E, ao ouvir aquelas palavras, o coração de Isabela se apertou levemente.

Até alguém de fora confiava no caráter dela.

Já o homem que tinha vivido ao lado dela por tanto tempo… Tinha certeza absoluta de que ela era a culpada.

Isabela ergueu levemente o canto dos lábios, num sorriso amargo:

— Obrigada por confiar em mim.

— Agora o pessoal da família Pereira deve estar todo em cima de você, cobrando pela criança, não é?

Levantou-se de imediato, tentando pegar o celular de volta.

Mas Cristiano desviou, evitando a mão que ela estendia.

O simples gesto dela tentando recuperar o aparelho só fez a fúria dele aumentar.

— Sérgio, se eu e ela chegamos a esse ponto hoje, é tudo por sua causa. — Cristiano rugiu ao telefone. — Ter um amigo como você… Eu devo ter sido amaldiçoado em oito vidas. — Ele respirou pesado e completou, ameaçador. — E fica sabendo: isso da criança ainda não acabou.

Dito isso, desligou a ligação com força.

Diante daquela explosão, Isabela simplesmente parou de tentar pegar o celular de volta.

Ficou ali, olhando para ele em silêncio.

Um silêncio que parecia indiferente, quase um faz o que quiser.

Mas ninguém sabia quantas camadas de frustração, decepção e coração endurecido tinham sido necessárias para que ela chegasse àquele ponto.

Ao encarar a postura muda dela, a raiva de Cristiano rompeu o limite.

Ele se virou abruptamente e deu um chute violento na mesa de centro, deslocando-a do lugar.

A agressividade estampada nas costas dele.

A força absurda daquele chute.

Isabela nem ousava imaginar.

Se toda aquela violência fosse direcionada a ela, naquele dia alguém sairia morto.

Entre ela e ele, um dos dois, inevitavelmente, acabaria destruído.

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