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Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar romance Capítulo 220

O que permitia a Lílian agir com tamanha insolência era justamente a crença de que o problema da mãe, Vanessa, estava prestes a ser resolvido.

No instante em que Isabela mencionou o nome de Vanessa, a respiração de Lílian do outro lado da linha vacilou de forma perceptível.

— O que você quer fazer? — Perguntou Lílian, em alerta.

Isabela foi direta, sem rodeios:

— Foi você que escondeu a criança, não foi?

A frase mal terminou, e Lílian explodiu:

— Que merda você tá falando?!

Isabela riu, fria:

— Eu tô falando merda? Lílian, eu sei muito bem que tipo de pessoa você é.

Ela se lembrou da frase inacabada que Cristiano deixara no ar antes de sair.

— Se a criança não voltar antes de amanhecer…

No fundo, não era exatamente isso que Lílian queria ver acontecer?

— Você realmente não aprende nunca, né? — Provocou Isabela, sem lhe dar espaço para responder.

Isabela continuou, venenosa:

— Sua mãe ainda não voltou, voltou? Já te mandou alguma boa notícia?

— O que mais você quer, afinal?! — Lílian rosnou, rangendo os dentes do outro lado da linha.

Isabela não desviou:

— Onde está a criança?

— Minha filha desapareceu, e você vem me perguntar onde ela está?! Isabela, você é ridícula!

Isabela respondeu com uma calma calculada:

— Se eu colocar a criança nos braços do Cristiano, ele aceita o divórcio. Não é exatamente esse o final que vocês querem? — Continuou Isabela, a voz baixa, afiada. — Então me diz onde a criança está. Eu levo até o Cristiano… E a gente consegue o resultado que todo mundo quer.

Isabela tinha certeza de que fora Lílian quem escondera a criança.

Por isso, foi direto ao ponto.

Do outro lado da linha, ao ouvir Isabela dizer "o resultado que todo mundo quer", o coração de Lílian disparou sem controle.

Sim.

Era exatamente esse o desfecho que ela desejava.

Mesmo com a mãe, antes de ir para o País Y, tendo deixado claro que ela não deveria provocar Isabela nesse período, o desejo de vê-la desaparecer da família Pereira ainda falava mais alto.

Agora, ouvindo aquela frase, o impulso foi inevitável.

Mas havia um detalhe.

Ela precisava esperar o momento certo.

Ela queria que Isabela tivesse contato com a criança, sim.

Mas não agora.

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