Era um lugar de pesquisa, não de venda de cosméticos.
Então… O que exatamente ela estava fazendo ali?
Samuel continuou, em tom contido:
— A outra empresa de biotecnologia… Pertence ao senhor Sérgio.
Cristiano ficou em silêncio.
O ar dentro do carro voltou a ficar pesado, denso.
"Sérgio…"
Ela havia aparecido ali acompanhada de um estrangeiro de Y.
Então aquilo significava que ela estava ali para encontrar… Sérgio?
Cristiano puxou um cigarro, acendeu e deu uma tragada lenta.
Samuel hesitou por um instante antes de perguntar, com cuidado:
— Então… Vamos embora agora ou…?
— Espera. — Respondeu Cristiano, de forma curta.
Enquanto isso, Isabela entrou diretamente em uma das empresas de biotecnologia, acompanhada de Wallace.
Ele caminhava meio passo atrás dela, de maneira respeitosa, e não conseguiu esconder a surpresa:
— Nunca imaginei que a senhora, Sra. Isabela, tivesse tantos negócios em Nova Aurora. O Sr. Cristiano sabe disso?
Isabela não desacelerou o passo.
— O que é que ele saberia?
Na mente dele, só existia Lílian.
Não havia espaço para mais nada.
Isabela vestiu o avental branco estéril. Pouco antes, haviam ligado dali informando que um projeto de pesquisa, desenvolvido ao longo de três anos, finalmente tinha sido concluído com sucesso.
— Esta é a maior de todas. — Disse Isabela, com a voz calma e firme.
O tom não carregava orgulho exagerado. Era apenas a constatação fria de um fato.
Mulheres gostam de beleza.
Ela não era exceção.
Essa empresa de biotecnologia havia sido iniciada por Isabela quatro anos antes.
No começo, os estúdios de design de joias e as galerias de arte eram apenas hobbies, distrações pessoais. Com o tempo, porém, cresceram um após o outro, até se tornarem vários negócios consolidados.
Já essa empresa de biotecnologia…
Era diferente.
Era o projeto no qual ela sempre se envolvera de verdade, investindo tempo, dinheiro e atenção constantes.
Wallace assentiu, respeitoso:
— Então pode entrar.
— Certo.
Assim que Isabela entrou, permaneceu lá dentro por quase meia hora.
Quando saiu, o sorriso em seu rosto era impossível de esconder.
Era evidente.
A pesquisa na qual ela vinha investindo por tanto tempo tinha dado certo, finalmente.
Ela tirou o avental estéril, depois a máscara do rosto.
Wallace se aproximou com cuidado:
— Então… Deu certo, Sra. Isabela?

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar