Cristiano só conseguiu levar Taís ao hospital por volta das onze da noite.
Mas, quando finalmente chegou lá... Descobriu que não conseguia usar o próprio dinheiro.
Desesperado, ligou às pressas para Samuel e pediu que ele fizesse o pagamento. Só que a internação estava no nome de Taís, e Samuel também não conseguiu resolver.
Isabela queria bloquear toda a família Pereira.
Dessa vez, Cristiano não ligou para Isabela.
Ligou direto para Sérgio.
Os dois já tinham sido muito próximos.
Ele se recusava a acreditar que, numa situação em que a vida de alguém estava por um fio, Sérgio também fosse deixar Isabela fazer o que bem entendesse.
Mas, quando a ligação foi atendida e Cristiano explicou tudo, o outro lado ficou em silêncio por alguns segundos.
Então Sérgio disse:
— Não posso fazer nada.
Cristiano ficou sem reação.
Ao ouvir aquilo, sentiu o coração gelar na mesma hora.
— Você apresentou a minha mulher ao pessoal do Grupo Hoglay e agora ainda está me ferrando desse jeito? Sérgio, o que foi que eu te fiz?
Naquele instante, Cristiano perdeu de vez o controle.
Em outras circunstâncias, um confronto direto ainda poderia ser tolerado. Mas ali era questão de vida ou morte. Taís precisava de atendimento urgente.
— Você ficou do lado dela esse tempo todo, protegendo ela... Também foi por causa daquele homem do Grupo Hoglay, não foi? — Disparou Cristiano.
Ele não sabia exatamente quem o sujeito era.
Mas, àquela altura, já tinha certeza de uma coisa: se o Grupo Hoglay estava mirando nele, era por causa de Isabela.
E Sérgio, sem dúvida, conhecia aquele homem.
Na cabeça de Cristiano, se Isabela tinha se envolvido com alguém assim, então Sérgio tinha sido o intermediário.
A respiração dele foi ficando cada vez mais pesada, tomada pela fúria.
— O que foi que ele te deu em troca? Você é um nojo, Sérgio. Por causa dos benefícios do Grupo Hoglay, foi capaz de entregar a mulher do próprio amigo. Como eu não percebi antes o lixo que você era?
Sérgio não respondeu.
Diante daquelas acusações absurdas, perdeu a paciência e levou o dedo até a tela para encerrar a ligação.
Mas Cristiano pareceu adivinhar a intenção e rugiu do outro lado da linha:
— Em qualquer outro momento, tudo bem. Mas agora a Taís está com febre alta e não melhora. É vida ou morte. Você vai mesmo deixar ela morrer?
A resposta de Sérgio veio fria, sem a menor hesitação:
— Ela merece morrer.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar
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