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Acordo İnsano com o Ceo romance Capítulo 2

Eu tentei poupar a minha mãe e não falei mais daquele assunto com ela durante quatro anos. O que eu sabia era que o meu pai também casou com ela para unir as empresas que eram dos pais deles. Os pioneiros faleceram e a união dos dois deu certo, como se eles fossem donos do mundo! Quando a família do doutor Romeu despontou nos negócios, eles se uniram no mesmo propósito, seriam donos de um império que iria se propagar com a linhagem dos filhos.

O ramo de joias proporciona muita riqueza e eles não queriam dividir com mais ninguém. Depois que nasceu o menino, minha mãe ficou grávida só um ano depois e tinha obrigação de ter uma menina. O meu pai chegou a dizer para ela que se não tivesse competência para ter uma menina, que não tivesse aquela criança. Minha mãe respirou aliviada ao saber que cumpriu com a sua parte naquele acordo sujo!

Eu me tornei uma adolescente normal, espevitada, alegre, mas só na escola. Em casa, eu era sonsa! Bem bobinha mesmo! Meu pai relaxou. Eu andava só com o motorista. Ele me tratava como filha.

— Vamos ao shopping tomar um sorvete, Hélio!

— Não abuse do seu pai, menina!

— Ele não vai saber, Helio! Minha mãe não vai contar, você vai?

— Claro que não!

— Então chuta para o shopping, Hélio!

— Melhore o seu vocabulário, menina, quer espantar o seu pai?

Eu dei de ombros no banco de trás.

— Não se preocupe, em casa eu sou perfeita, assim ele me deixa em paz!

Eu nem imaginava que o meu pai estava tão ansioso para me ver que chegou mais cedo.

Ele andava de um lado para o outro como um leão rugindo.

— Onde ela está, por que não chegou até agora? Você não cuida da sua filha?

Quando eu entrei em casa, desmanchei logo a expressão de felicidade ao perceber a presença dele.

— Por que demoraram tanto? Para comprar roupa precisa levar tanto tempo? Você puxou a sua mãe mesmo!

Eu troquei um olhar desconfiado para dona Marlene, e entendi que ela inventou que fui comprar roupas no shopping com o Hélio.

Meu pai me deu passagem para que eu entrasse no seu escritório. Ali era onde ele dava os sermões, seja em quem fosse. Minha mãe era a mais solicitada naquele lugar.

Ele foi se colocar de pé atrás da grande escrivaninha de madeira talhada, a única lembrança do meu avô.

— Sente-se!— A voz dele era seca, como sempre.

Eu obedeci, mas ele permaneceu de pé.

— Eu lhe chamei aqui apenas para lhe lembrar de que temos um trato, um acordo de cavalheiros com os Martins. Nós os Fontes temos palavra!

M & F essa era a marca das joias caríssimas que faziam parte do nosso ramo, do nosso império.

Eu fiquei em silêncio, e ele continuou.

— Você já fez dezesseis anos e daqui há dois, estará casada com o herdeiro do doutor Romeu.

Eu bufei muitas vezes, os olhos lacrimejando.

— E não adianta olhar para mim com todo esse ódio! Você sempre soube que seria assim!

Eu puxei meus longos cabelos lisos castanhos claros, para um lado dos ombros. Eu era quase ruiva, magrinha, bem menina!

Eu sacudi os ombros apertando os cabelos com as mãos.

— Eu nem sei se o filho do seu amigo vai me querer!

Capítulo 2°—O Tempo Passou 1

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