A voz fria de Maíra soou como outra faca, sentenciando Samuel à morte; ele, porém, não ousou protestar.
Reinaldo arqueou as sobrancelhas.
Ele esboçou um sorriso no canto dos lábios e lançou um olhar severo para Maíra.
“Reinaldo, para onde você pensa que vai?” Maíra impediu Reinaldo de prosseguir.
Em seu íntimo, ela praguejava contra Samuel.
Aquele tolo! Mesmo tendo a chance, não conseguiu aproveitar, fracassando completamente!
Todo o esforço dela foi em vão.
“Senhoras e senhores, o incidente de hoje ainda não foi devidamente esclarecido, por isso peço a todos que mantenham discrição e ajam como se nada tivessem presenciado!”
Maíra ordenou aos presentes.
O que mais a preocupava era a reputação da família Ferreira, além de temer levantar suspeitas em Reinaldo.
Ela não queria que um detalhe tão pequeno comprometesse seu grande plano.
Foram quase vinte anos de esforços; não poderia permitir que tudo se perdesse por uma questão tão insignificante.
Todos os presentes assentiram imediatamente.
Reinaldo, porém, pareceu ignorar as palavras de Maíra e seguiu em frente, levando Priscila consigo.
“Reinaldo, você é o anfitrião desta festa. Está mesmo pensando em sair agora?” Maíra insistiu em detê-lo.
A palma de sua mão se fechou, enquanto ela lutava para conter a raiva que sentia.
Se Reinaldo saísse naquele momento, como ficaria o evento?
Havia mais alguém tão tomada pela fúria quanto Maíra: Yasmin, a noiva de Reinaldo.
Seus olhos permaneciam fixos em Reinaldo e na Priscila, que estava nos braços dele.
Por quê?
Por que ela merecia o amor de Reinaldo?
Mesmo tendo traído Reinaldo, ele ainda assim continuava a tratá-la com tamanha dedicação!
Yasmin apertou tanto as próprias mãos que ficaram avermelhadas.
O ciúme que sentia era insuportável, quase enlouquecedor.
“Reinaldo, é a Priscila que você está carregando nos braços?”

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