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Ainda Te Amo: O Porquê de Meu Coração romance Capítulo 208

“Ilusão! Você tem que ficar com minha filha, estar com ela todos os dias, para pagar o que deve!”

Ele cerrou os dentes, abriu a porta com frieza e saiu do quarto.

Priscila ficou olhando para fora da porta, sentindo-se um pouco inquieta. Ela tinha medo que Luzinha a visse e chamasse por “mamãe” imediatamente.

Felizmente, Reinaldo fechou a porta do quarto.

Do lado de fora

Reinaldo pegou Luzinha no colo e a consolou: “O que foi? Luzinha? Por que está chorando?”

Sua mão grande pousou sobre a cabeça de Luzinha e ele acariciou seus cabelos macios.

Luzinha fungou, ainda com lágrimas no canto dos olhos.

“Papai, você vai ficar com aquela senhora do quarto daqui pra frente? Vai abandonar eu e a mamãe?” Luzinha fez um biquinho, se sentindo injustiçada.

“Minha boba, como o papai poderia abandonar Luzinha? Papai sempre será o papai da Luzinha.”

Reinaldo sorriu, seus olhos compridos formando pequenas rugas no canto.

Embora fosse apenas uma expressão casual, aos olhos de Carla e Luís, parecia que tinham presenciado algo extraordinário.

O senhor da casa tinha sorrido!

Sorrido...

Luís e Carla também sorriram involuntariamente.

Reinaldo acalmou Luzinha, ficando ao seu lado até ela adormecer.

Quando a noite caiu devagar, Priscila não ouviu mais nenhum barulho do lado de fora. Deitada na cama, ficou pensativa.

Estar junto da filha, não era isso que sempre quisera?

Agora que a filha estava ali, por que teria medo de vê-la?

Seria melhor pensar em um jeito para que a filha pudesse ficar com ela naquele lugar.

Assim, seria mais favorável para a recuperação de Luzinha.

Priscila subiu as escadas, dirigindo-se para o quarto no canto, com o coração batendo acelerado.

Depois de tanto tempo no Brasil, desde que Maíra Machado começara a interferir em sua vida, nem pensar em ir até Boston ver Luzinha; até mesmo conversar por vídeo chamada com Luzinha exigia todo cuidado.

E agora, Reinaldo trouxera a filha para bem perto dela.

Priscila sentiu vontade de chorar de emoção.

Ela colocou a mão sobre o peito, tentando acalmar a ansiedade, e foi silenciosamente até o quarto de Luzinha.

O quarto era pequeno, com uma cama rosa, alguns brinquedos sobre ela, o coelho Peter Rabbit ainda contando histórias com a voz gravada de Reinaldo, além de outros bonecos...

O ambiente era climatizado, por isso Luzinha dormia apenas com um cobertor leve.

Mesmo assim, o cobertor já tinha sido chutado para fora por seus pezinhos.

A pele branca estava exposta.

Priscila aproximou-se de Luzinha, e pela luz suave da casa filtrada pela cortina, viu o peito da filha. Então, colocou a mão na boca e começou a chorar silenciosamente.

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