O dono deste estabelecimento, por acaso, era amigo de Reinaldo, chamava-se Estevan Pacheco.
Reinaldo puxou Priscila do carro e a levou para dentro da loja.
Havia muitos clientes no local, todos ocupados com suas próprias coisas.
No entanto, ao verem Reinaldo e Priscila, os olhares de todos imediatamente se fixaram nos dois.
A beleza deles era realmente impressionante.
Andando no meio da multidão, era impossível não olhar para eles mais de uma vez.
Alguns chegaram a tirar inúmeras fotos de Priscila e Reinaldo.
“Uau, será que são um casal? Eles realmente combinam demais!”
“Agora entendi o verdadeiro sentido de ‘casal perfeito’! Isso sim é beleza combinada!”
“Meu Deus, parecem ter saído de uma pintura! Por que será que eu não nasci com um rosto tão bonito assim? Senhora da criação, será que pode me refazer? Estou arrasada...”
No escritório, Estevan ouviu o burburinho vindo de fora e franziu a testa.
Normalmente, até apareciam algumas celebridades em sua loja.
Mas nunca ao ponto de causar uma comoção dessas entre os clientes.
Ficou curioso para ver quem eram as pessoas que estavam chamando tanta atenção.
Saiu do escritório e, ao ver quem era o alvo dos comentários, ficou boquiaberto.
Reinaldo?
E quem estava ao lado dele era Priscila?
Caramba!
Na mesma hora, Estevan tirou fotos dos dois juntos e enviou para o grupo de amigos.
O grupo era composto apenas pelos amigos mais próximos de Reinaldo: Estevan, César Lima, Nathan Lacerda e o próprio Reinaldo.
“Vocês não vão acreditar no que acabei de ver! O Sr. Ferreira está aqui com a Priscila!”
Não queria ter mais nenhum vínculo com Reinaldo no futuro, muito menos tatuar o nome dele em seu corpo.
“Isso não depende de você!”, Reinaldo abaixou-se, encostou os lábios no ouvido de Priscila e sussurrou friamente.
Depois disso, franziu a testa e a puxou para a maca da técnica de sobrancelhas.
A técnica franziu o cenho; o rapaz era bonito, mas estava sendo autoritário demais.
Estaria ele forçando a moça?
“É melhor que você coopere, senão vai ter que me devolver o dinheiro agora!”, ameaçou Reinaldo ao ver Priscila ainda resistindo.
Com os olhos marejados, Priscila deitou-se na maca.
A profissional tentou tranquilizá-la: “Não se preocupe, moça, não vai doer, sou muito experiente, pode confiar!”
O problema de Priscila não era medo da dor física; nenhuma dor superava a dor das palavras cruéis que Reinaldo acabava de lhe dizer.
“Reinaldo, você não trouxe o celular? Veio até aqui e nem me avisou?”, exclamou Estevan ao perceber, pelo grupo, que Reinaldo não respondia. Ele então desceu do escritório e entrou na sala onde Priscila estava sendo atendida.

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