Reinaldo dirigiu rapidamente e chegou ao apartamento onde Priscila havia morado anteriormente.
“Desça do carro e vá buscar as roupas!”
O olhar de Reinaldo estava frio e sombrio.
“Eu não vou, tem muita gente estranha aqui, eu não quero ir!”
Ela de jeito nenhum queria ser vista ali pelos funcionários de Maíra.
“Você não vai? Ou não consegue trazer de volta? Priscila, eu te conheço muito bem, você nunca aprendeu a mentir!” Reinaldo encarou os dedos de Priscila, que se moviam de um lado para o outro, nervosos.
“Sim, eu vendi as roupas, mas... mas eu tive meus motivos!”
Priscila tentou se explicar.
“Motivos? Que motivos seriam esses?”
“Eu estava precisando de dinheiro!”
Priscila não escondeu nada.
“Precisando de dinheiro? E pra quê? Precisava tanto a ponto de vender até as minhas roupas?”
Reinaldo soltou uma risada fria.
“Sim, eu realmente estava precisando de dinheiro. Vocês, filhos de famílias ricas, nunca vão entender o quão desesperador é passar por dificuldades financeiras!”
Priscila falou em desespero.
Ela parecia ter voltado à época anterior à cirurgia de Luzinha, quando, por falta de dinheiro, passava o dia inteiro preocupada e exausta.
Ela já havia tentado de tudo.
“Certo, então me diga, para quê você usou o dinheiro?”
“Prefiro não responder!”
Reinaldo ficou furioso. Ele tirou um cigarro do bolso e acendeu. Em instantes, a fumaça tomou conta do carro.
Seus dedos longos seguravam o cigarro com firmeza, às vezes ele tragava, depois abaixava a janela e batia a cinza do lado de fora.
A cinza saltitava na ponta dos dedos.
“Tudo bem. Já que foi você quem vendeu, então trate de comprar de volta do mesmo jeito que vendeu!”
Priscila assentiu: “Fique tranquilo, vou recuperar aquela roupa!”

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