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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 315

Uma hora antes, Clarice levou o filho para fora.

Ela o levou para brincar na areia do parque de propósito.

— Bernardo, depois, quando chegar na casa da sua bisavó, chore alto, tá bem?

Bernardo fez um bico.

— O parque está imundo, não quero ir.

Clarice tentou orientá-lo com paciência.

— Bernardo, você não quer a mesma vida do papai no futuro, ou você quer ser amigo dessas pessoas que mexem na lama, arruinando suas oportunidades?

Bernardo pensou por um momento.

— Eu quero ser igual ao papai, ele traz meus brinquedos de fora e compra doces maravilhosos pra mim.

— Bom menino, a sua mãe foi escorraçada de lá por aquela mulher cruel. Não posso morar com você, então, seja um garoto choroso e comova a bisavó e o papai quando estiver perto deles.

Clarice falou isso durante todo o trajeto.

Ordenou que o motorista o deixasse no portão principal, ocultando a própria presença numa esquina para espioná-lo de longe, e apenas se retirou após atestar que ele fora recepcionado pelos guardas.

Como sentia a falta da mãe e sob o sol abrasador, a criança verdadeiramente derramou lágrimas sofridas. Não havia fingimento ali.

A Dona Helena Santana aproximou-se para amparar o seu choro e curvou-se, de braços encolhidos.

— Onde a sua mãe está?

As pupilas de Bernardo rolaram ao redor.

— A mamãe está adoentada e no hospital, uma mulher ia comprar marshmallows pra mim, mas o Bernardo escapou por causa do papai.

Ele lançou o rosto em outra direção.

— Papai, a mamãe não se sente nada bem. O Bernardo pode descansar com a bisavó por alguns dias?

Sérgio olhou para Júlia pelo reflexo natural.

Ele não queria isso de modo algum.

Afinal, as injúrias anteriores feitas a Dora no jardim de infância haviam sido cometidas por Bernardo.

Mas vendo aquela minúscula criatura ali...

Júlia manteve seu mutismo por respeito à matriarca.

Hoje em dia, os assuntos daquela família já não a envolviam.

Não era certo interromper o laço da bisavó com seu próprio bisneto.

— Vovó, vou sair de casa com a Dora por um tempo.

Todavia, o inusitado sucedeu quando a cabeça de Bernardo curvou-se em recusa.

Seus indicadores pressionavam um contra o outro.

— Bisavó, o Bernardo assustou a irmãzinha e o papai? Eu fui tão rude, agora eu irei sair, buááá.

O coração da senhora se afundou quando escutou as lamúrias.

Desculpando-se com a fisionomia conturbada, ela observou Júlia.

Júlia esboçou um sorriso.

— Vovó, por favor, fiquem à vontade.

E com a fala concluída, deixou a residência ao lado da filha.

Júlia não admitiria injúrias sobre a sua pequenina.

Ela dirigiu o olho ao retrovisor.

Contemplando a cabeça encolhida e tímida de sua garotinha.

— Dora, a mamãe hoje leva você aos espetáculos de exposições. E iremos desbravar quais são os eventos imperdíveis de hoje.

— Talvez animações cativantes possam ser apreciadas.

O carro parou no cinema.

Enquanto Dora andava de mãos atadas à mãe, sua jornada se chocou com alguém.

Sérgio os espionou pela retaguarda.

— As pendências com a minha Vovó na casa tornaram meu tempo sobrando, então vim estar ao dispor de vocês e ser companhia da Dora.

Júlia abriu os beiços com intuito de declinar, mas as minúsculas patinhas da sua garotinha repuxavam suas vestes.

Ela apontou sua cabeça.

Dora esquivou sua face falsamente.

A presença da cria aos saguões dos cinemas transcorreu na cadência em que Sérgio esbanjou tempo garantindo-lhes deliciosas guloseimas pipocadas. E a mãe postou-se de fronte à menina no banco.

— Mamãe repara que sua filhinha transborda desgostos hoje. Não estou correta?

A pequenina encostou a sua cabecinha, recusando a confrontar a genitora.

E suas trancinhas oscilaram diante da pose de aflição.

Isso denunciava seu fardo calado e o lamento de suas palavras.

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