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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 379

Todos os que ouviram ficaram estupefatos.

O coração de Júlia despencou.

Ela jamais imaginara, sob nenhuma circunstância, que Sérgio pudesse morrer.

E ainda por causa dela.

A mão de Júlia segurando a caneta estava gelada.

A luz branca incidindo sobre o aviso de estado crítico era absurdamente ofuscante.

Ela assinou rapidamente o seu nome.

Pareceu ser ágil e resoluta, mas só ela sabia que as suas mãos estavam tremendo.

Simone ficou ainda mais ansiosa:

— Está vendo, está vendo? O Sérgio vai morrer logo!

— Mãe, o Tingjun também é o seu neto, diga alguma coisa!

O coração de Júlia foi como se fosse apunhalado:

— Diga mais uma palavra e vai para o olho da rua!

A expressão de Éder também não estava nada amigável, e ele mencionou de propósito:

— Senhora, o Diretor Santana encomendou antes ao departamento jurídico do Grupo que processasse dois executivos da família Santana, sob acusações de apropriação indébita, manipulação do mercado de ações e... lavagem de dinheiro.

— A senhora acha que precisamos adicionar mais provas?

O rosto de Simone ficou branco de susto ao ouvir isso.

Tia Beatriz até caiu sentada no chão, sem conseguir se levantar por um bom tempo.

Dona Helena fechou os olhos.

A culpa é dos pais quando o filho não tem educação.

Ela não tinha nada a dizer.

Mas a sua tristeza era genuína.

Júlia mandou Dona Eunice ajudar a senhora a ir descansar.

Depois que foram embora, ela ordenou:

— Entreguem todas as informações que o Sérgio juntou.

Simone deu um grito agudo, e quis arranhar Júlia com unhas e dentes.

Infelizmente, como havia guarda-costas ali, ela não conseguiu causar muita confusão.

Júlia falou friamente:

— É? Então aproveite e investigue também as contas do tio e do irmão dele, e veja se eles usaram as identidades de parentes ou amigos para esconder bens.

Simone soltava xingamentos.

Júlia ordenou:

— Façam-na ficar quieta. Estamos num hospital.

O guarda-costas imediatamente tapou a boca de Simone.

A notícia do acidente de carro só foi divulgada duas horas depois.

Foi porque os pais de uma criança do jardim de infância tiraram fotos do local do acidente.

Lucas Franco estava tratando de assuntos na sede do Grupo Franco.

Quando ele viu a notícia, todos os seus pelos se arrepiaram, e virou-se para sair.

Lucas arregalou os olhos ao ouvir isso.

— Pai?

— O Grupo Franco ainda tem outros negócios e muitos problemas do passado não podem ser investigados. E agora, a única coisa que eu posso fazer é separar a Império da sede.

— E então o senhor quer que eu leve a culpa pela empresa?

Arthur balançou a cabeça ao vê-lo naquele estado.

— A Júlia não é sócia da Império? Eu sei que ela tem um bom número de ações.

— Naquela época, ela rompeu o contrato com a outra empresa e assinou com o Grupo Franco. Você a beneficiou. E agora que ela pode te pagar, deveria estar disposta, não?

Lucas simplesmente não conseguia acreditar no que ouviu.

— Pai, aquilo não foi um benefício!

— No começo, a Império tinha acabado de ser comprada e não tinha artistas sob a sua marca. Assinar o contrato com ela foi bom para ambas as partes, e além do mais, o dinheiro das ações não era meu.

— Era o investimento da Júlia. E eu precisava do investimento.

Arthur respondeu:

— Não importa.

O volume da voz de Lucas aumentou:

— Então o que importa? Eu disse ao senhor, eu estou correndo atrás dela. Da última vez que se viram, o senhor também disse que a admirava muito.

Arthur balançou a cabeça em concordância.

— Sim, eu a admiro muito, mas isso não entra em conflito.

— Se nada tivesse acontecido, eu até conseguiria aceitar essa nora algum dia, mas agora que aconteceu, eu sinto muito.

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