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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 97

Júlia sorriu calmamente: — Não é nada. É apenas um casal louco que gosta de causar problemas batendo na minha porta.

A ferida iria sarar.

Mas se algumas pessoas iriam conseguir compensar o preço que pagaram, isso já não se sabia.

A declaração de Clarice foi publicada à tarde.

Era preciso admitir, a equipe de relações públicas da Oceano era extremamente profissional.

Naquela carta de desculpas, eles descreveram o plágio como um erro de um funcionário comum.

Clarice, em seguida, pediu desculpas, dizendo que houve falha em sua gestão.

O pedido de Júlia para que ela assumisse a compra de matérias pagas, as difamações e o plágio, não havia sido atendido em nenhum aspecto.

Até mesmo a demissão foi transformada em uma suspensão temporária, aguardando investigação interna.

Uma ótima tática de transformar um problema grande em pequeno e o pequeno em nada.

Júlia deu um sorriso frio e ligou para Sérgio.

Ele não atendeu.

Então ela também não precisava mais ter consideração.

Júlia não deu moleza e curtiu diretamente uma imagem postada por um internauta que dizia: "Se for para pedir desculpas, que seja sincero. Não brinque com jogos de palavras".

Da última vez, o dedo de Clarice havia escorregado e ela curtiu e descurtiu.

Desta vez, Júlia curtiu abertamente e não tirou a curtida.

Ao mesmo tempo, usando contatos influentes que conhecia do passado, publicou uma por uma as provas que havia mostrado a Sérgio na véspera.

Mesmo que a Oceano já estivesse preparada e agisse rápido para censurar, ainda assim muitas vazaram.

Isso aniquilou completamente qualquer desculpa deles!

Inicialmente, os internautas apenas criticavam Clarice por ser descuidada no trabalho, mas agora passou a ser vista como imoral e extremamente fingida.

[Nossa, ler isso foi a mesma coisa que não ler nada. Nem vou comentar sobre quanta enrolação puseram nesse textinho de duzentas palavras.]

[Esse tipo de pedido de desculpas é, na verdade, uma confissão, né? Depois de tanto rolo, foi ela que plagiou, foi ela que comprou as matérias, foi ela, foi ela, só pode ser ela, nossa heroína, a vagabundinha.]

[Rindo muito do comentário de cima. Como é que você consegue mandar áudio por texto?]

[Uau, que cheirinho forte de falsidade! Ela é a número um em se fazer de vítima e atacar os outros!]

[Sou só eu que estou prestando atenção nos erros de digitação e nos problemas de concordância nesse texto? A Clarice não era conhecida como a que estudou fora, a cheia de diplomas? Seus nove anos de educação obrigatória foram comidos pela sua mãe?]

Marlene foi puxar o cobertor.

Clarice sentou-se bruscamente.

Seu cabelo estava desgrenhado; a delicadeza e suavidade que ela antes mantinha com tanto cuidado haviam desaparecido.

Com os olhos injetados de sangue, ela gritou: — Eu disse para você não cuidar de mim, não ouviu?!

Ela jogou tudo o que pôde alcançar perto da janela.

Enquanto jogava, amaldiçoava em voz alta: — A culpa é toda daquela megera da Júlia! Vagabunda! Falsa e sem vergonha!

Marlene sentiu tanto pena quanto angústia.

Abraçou a filha e deu tapinhas suaves nas costas dela: — Clarinha, escute a mamãe. Uma garota sem formação familiar como a Júlia não pode ser comparada a você. Fique calma, tá bom?

Clarice encostou o queixo no ombro de Marlene, mordendo o polegar de leve: — Mas o Sérgio já acreditou nela.

— E daí? É só porque ela é bonita e sabe atuar. Se esse rosto for desfigurado e ela for usada por outros, veja se ela ainda vai continuar arrogante.

Os olhos de Clarice piscaram suavemente: — Mamãe, o que você vai fazer?

Marlene deu um sorriso gélido, revelando maldade nos olhos: — Você não a chamou de vagabunda e sem vergonha? A mamãe vai transformá-la na vadia esmagada por mil e montada por dez mil homens, o que acha?

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