Hadassa Barbosa só então se lembrou do compromisso que tinha naquela noite.
Desligou o computador, pegou a bolsa e saiu da empresa. Logo estava dirigindo em direção ao Casa Verde Real.
Mal terminou de estacionar, o celular voltou a tocar.
Era sua mãe adotiva.
Hadassa Barbosa atendeu.
— Alô?
— Hadassa, onde você está agora? Seu irmão se meteu em encrenca, está na delegacia da Avenida das Palmeiras. Venha logo pra cá.
Hadassa Barbosa franziu os lábios pintados de vermelho.
— O que o Ivan aprontou dessa vez?
— Pra que tantas perguntas? Só venha, você vai saber quando chegar!
A voz da mãe estava impaciente, carregada de exasperação, como sempre a tratando apenas como alguém para resolver os problemas do irmão.
Hadassa Barbosa não discutiu. Desligou e ligou o carro novamente.
Antes de partir, lembrou-se de avisar ao credor:
— Desculpe, surgiu um imprevisto. Não poderei comparecer ao encontro hoje.
No Casa Verde Real, Leonardo Freitas estava sentado em um sofá de couro, olhando de vez em quando para o celular.
Sob a luz amarela e suave, ele tinha traços marcantes e um rosto de beleza impressionante. A pele clara, quase pálida, lhe dava um ar levemente doente, mas não conseguia esconder o seu charme singular.
De repente, o celular apitou.
Ele pegou o aparelho com dedos longos e olhou a mensagem. Seus olhos escuros brilharam levemente.
Ela teve um imprevisto e não viria mais?
Nesse momento, o toque musical do celular soou.
— Leo, estou na delegacia. Você pode vir aqui agora?
...
Na delegacia, Hadassa Barbosa seguia os trâmites para liberar seu irmão, Ivan Barbosa.
O policial já havia explicado toda a situação.
Ivan Barbosa e outro rapaz, Josué Rocha, tinham se envolvido numa briga numa boate por causa de uma garota.

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