— Foi por isso que te contei a verdade, para você pensar em uma forma junto comigo. Mas, no momento, o mais importante são aquelas empregadas que querem ir embora. O que faremos com elas?
Wilson disse: — Cíntia, você já sujou as mãos com várias vidas, então não mate mais ninguém. Mantenha elas aqui, não as deixe pedir demissão. Dê um aumento e, se elas tiverem filhos, prometa que, quando se formarem, vão arrumar empregos no Grupo Vieira.
— Trate-as com recompensas e punições, sendo gentil e firme, enquanto as segura pelos filhos. Só assim elas guardarão o seu segredo e não falarão com mais ninguém.
— Mantendo elas debaixo dos olhos, vigiadas de perto, podemos acreditar que não falarão nada.
Wilson disse com calma: — Quanto à Família Pinto investigar o verdadeiro assassino, você já eliminou todos que sabiam, então não há como chegarem a você. Contanto que não cometa deslizes, continue vivendo como sempre.
— Eles não vão chegar em você. Se você eliminar as empregadas, isso chamará atenção e fará a polícia e a Família Pinto desconfiarem de você.
Cíntia sentou-se.
— Me dê uma taça de vinho também.
Wilson serviu uma taça para ela, levantou-se do bar, pegou materiais de limpeza e limpou o chão. Só depois serviu outra taça para si mesmo e sentou-se no bar, bebendo de frente para Cíntia.
— Aquele dinheirão que você me pediu da última vez foi para contratar os sequestradores da Daniela?
Cíntia murmurou em concordância.
— Por que você não me consultou?
O choque que Wilson sofreu ainda era muito grande.
Na verdade, logo quando soube do que aconteceu com Daniela, Wilson chegou a suspeitar da esposa.
Porque a pessoa que mais odiava Daniela era sua esposa.
Mas vendo a esposa agir normalmente, ele não perguntou.
Não imaginava que a intuição dele estivesse certa.


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