Thiago Pinto murmurou uma concordância: — Certo, eu ajudarei você a ficar de olho em Gilson.
— Obrigado.
— Francisco, não precisa agradecer, somos irmãos, somos família, não precisa ser tão cerimonioso comigo. Fico até com medo quando você é tão formal de repente, como se eu tivesse feito algo errado e você estivesse guardando alguma punição.
Francisco não conseguiu se segurar e riu: — Você está querendo levar bronca? Só fica satisfeito se eu xingar você?
— Não é isso, é só você agir como sempre. Se precisar de algo, é só mandar; se não, cada um cumpre suas funções.
Todos estavam ali para proteger os negócios da Família Pinto.
Não se podia deixar toda a pressão apenas com Francisco.
Francisco também não teve a vida fácil durante todos aqueles anos.
— Aquele filme que sua cunhada investiu, você tem certeza de que vai dar lucro?
Thiago Pinto respondeu, parecendo estar em um dilema: — Francisco, isso é algo que eu não posso afirmar com certeza. O filme ainda não foi lançado, quem sabe se vai dar lucro.
— Mas nós estamos gravando com muita dedicação. Quanto ao enredo, não vejo problema algum. O resultado dependerá da avaliação do público, mas eu boto muita fé neste filme.
— Minha cunhada também bota fé. Procuramos várias pessoas para investir no filme e fomos recusados por todas, mas a cunhada aceitou investir apenas lendo o roteiro.
Investir oitenta milhões aliviou a pressão dele.
Thiago Pinto também pensava que, se o filme desse prejuízo, já que a cunhada investiu, Francisco ficaria com pena de ela ter perdido tanto dinheiro e talvez até lhes desse um subsídio.
O patrimônio pessoal de Francisco era enorme; os bens dos irmãos juntos chegavam ao que ele tinha.
Sempre que não envolvesse Cíntia, Francisco era um homem muito inteligente para os negócios.

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