Vânia foi abrir a porta e, ao ver Helena, a chamou de Tia Helena.
— Vânia, sua prima está aqui com você?
— Sim, está.
Vânia se virou para deixar Helena entrar, mas ela não entrou. Ficou parada na porta e chamou: — Cíntia, venha aqui fora.
— O que foi, mãe? Eu só queria ter uma conversa íntima com a minha prima.
Cíntia parecia um pouco relutante, mas saiu de qualquer maneira.
Helena esticou a mão, cutucou a testa dela e disse: — Você não sabe a situação em que se encontra? Em vez de descansar direito em casa, fica correndo por aí. Se pegar vento e tiver dores de cabeça no futuro, vai sofrer sozinha.
— Vá rápido, volte e deite-se. Não, deite-se lá em casa. Vou ter que ficar de olho em você para evitar que saia correndo por aí.
Wilson já não conseguia mais vigiar sua filha.
E provavelmente também nem queria.
Helena suspirou mentalmente.
Um bom casal de marido e mulher que acabou daquele jeito.
Cíntia fez um som de concordância e teve que acompanhar a mãe. Ao passar por Vânia, ela piscou para a prima.
Era um sinal para que Vânia não se esquecesse do que elas fariam.
Vânia fez um discreto sinal de aprovação com a mão.
Ela também não suportava ver Daniela bem.
Normalmente, por ser prima de Cíntia, ela podia acompanhá-la nas visitas à família Pinto. Ela era apaixonada em segredo por Francisco, mas ele só tinha olhos para sua prima. Assim, Vânia só podia reprimir seus sentimentos.
Cíntia já sabia há muito tempo que essa prima gostava de Francisco.
Foi por isso que a arrastou para esse problema, usando-a como uma arma.

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