Victor sorriu: — Eu tenho sorte todos os dias. Sempre que venho, consigo comer um café da manhã gostoso e bem equilibrado. Não importa se foi a Tia Wilma quem fez ou se foi a senhora, é sempre delicioso, e eu adoro.
— Como frequentemente tomo café aqui, sinto que engordei alguns quilos. É porque a comida de vocês é boa demais.
Francisco criticou mentalmente: "Ele puxa saco sem nem pensar, as palavras simplesmente saem."
A comida de Wilma e da tia era aceitável, mas Victor era um cara acostumado com a alta gastronomia. Ele tinha um paladar refinado, e ainda assim elogiava as refeições caseiras da família como se fossem manjares divinos.
Era tudo apenas para agradar.
Poder comer a comida feita pela Daniela sim era felicidade.
No passado, ela cozinhava frequentemente para ele. Fazia sopas e até as levava para a empresa.
Victor ainda não havia experimentado esses privilégios.
Pensando assim, Francisco sentiu-se um pouco melhor.
Daniela o amara de verdade, e de forma mais profunda do que amava Victor.
— Então, você tem que comer bastante daqui a pouco. — A tia disse sorrindo, e depois olhou para Francisco. O sorriso diminuiu consideravelmente, e ela falou: — Senhor Francisco, o senhor não está bem. Não deveria andar tanto por aí. Devia ficar deitado em casa.
— Tia, a Daniela está de folga hoje e eu queria vir vê-la. Estas flores foram cortadas frescas do jardim lá de casa. Eu gostaria de entregá-las a ela, desejando que o humor dela todos os dias seja tão belo quanto essas flores que desabrocham.
A tia deu uma espiada rápida em Victor. Quando olhou de volta para Francisco, adotou uma expressão resignada. Deixando-o entrar, ela disse: — Quando a Daniela te ver, vai te xingar de novo.
Francisco respondeu enquanto caminhava: — Tudo bem. Quando ela briga comigo, é por preocupação. Não tenho medo de levar bronca.

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