Francisco olhou para a ex-sogra e perguntou: — Senhora, foi porque eu vinha filar o almoço todos os dias que vocês cansaram de mim e inventaram essa viagem para a cidade natal?
— De forma alguma. O tio e os outros já estão fora há um bom tempo, eles já queriam voltar à cidade natal há tempos. Foi o lugar onde eu nasci e cresci, e eu também gostaria de voltar para dar uma olhada.
— Francisco, não pense demais sobre isso. Não é por causa de você.
— Senhora, e quando vocês voltarem, vou poder vir fazer uma visita? — Francisco perguntou de novo.
Wilma disse: — É claro. Nós ainda somos vizinhos, moramos lado a lado, é bem normal passarmos uns nas casas dos outros.
Quando eles retornassem da cidade natal, Francisco já estaria totalmente recuperado. A essa altura, ele teria que voltar ao trabalho na empresa, rodando de tão atarefado, e não teria tempo de ir lá mendigar comida, então Victor nem precisaria ter ciúmes.
A sua filha também não precisaria mais se irritar.
Francisco sorriu: — Tudo bem, então. Quando a senhora e o tio voltarem, passo aqui para bater papo quando estiver livre.
Ele abaixou a cabeça para comer o café da manhã, sem puxar mais assunto.
Após a refeição, Francisco ficou sentado por pouco tempo e partiu.
Ele não queria ver Daniela e Victor saindo de casa. A intimidade dos dois o deixava cego de raiva, mas ele não tinha o direito de criticar Daniela por nada.
Eles não eram mais marido e mulher, Daniela tinha a liberdade de buscar o amor de novo.
Victor também era sincero com Daniela.
Ele deveria dar as suas felicitações com generosidade, mas não conseguia.
Assim que Francisco foi embora, Victor levou Daniela para a saída. Quando o carro passou do portão, viram o veículo de Cíntia estacionado na porta da casa de Francisco.
Cíntia buzinou várias vezes, esperando que Juliana viesse abrir a porta.

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