Olhando para o maxilar tenso de Gilson, um traço de malícia brilhou nos olhos de Cecília.
"Já que você sabe, por que ainda me pergunta?"
O punho de Gilson foi se fechando, pouco a pouco.
Com um olhar gelado, ele encarou com raiva a expressão de espectadora de Cecília e perguntou entre dentes:
"Há quanto tempo? Eles... há quanto tempo?"
Cecília revirou os olhos sem paciência: "Quer saber? Pergunte para a Shirley você mesmo."
Lançando a Gilson um olhar indiferente, Cecília virou-se para sair.
Mas, após dar alguns passos, ela parou novamente.
Olhou para trás, encarando Gilson: "Gilson, se você não ama mais a Shirley, deixe ela ir logo."
"Quem disse que eu..."
As palavras morreram em sua boca.
Ele apertou os lábios, fitando Cecília com frieza.
"Isto é entre mim e a Shirley, não é da sua conta. Cuide do Adolfo antes de se preocupar comigo."
Após largar essas palavras carregadas de veneno, ele se virou e saiu sem olhar para trás.
Seu jeito de partir trazia consigo um quê de fuga, como se permanecer ali por mais alguns segundos fosse suficiente para ouvir de Cecília, mais uma vez, que deveria se divorciar de Shirley.
"Senhor, vamos voltar para a empresa agora?"
O motorista olhou para Gilson pelo retrovisor, perguntando em voz baixa.
A atmosfera pesada dentro do carro deixava Bruno inquieto.
Gilson recostou-se no macio banco de couro, pressionando as têmporas latejantes. "Vamos para a Vila Baía Real."
Meia hora depois, Gilson estava de pé diante da porta de casa.
Aquela era a casa onde morava com Shirley desde o casamento.
Pela primeira vez, ele perdeu a coragem de abrir a porta.
Ficou parado na entrada, hesitante até mesmo para digitar a senha.
No fim, pareceu reunir toda a coragem que tinha para finalmente pressionar os números.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Perdido na Avalancha O Fim Sem Renovação
Estou amando esta história...
Gente da pra protegei parou no cap ?...
Linda história pena q a mocinha sofre muito....