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Amor Que Aconteceu Por Acaso romance Capítulo 393

A voz dela era extremamente amável, mas continha um frio hipnotizante que confundia o coração das pessoas.

Clarice não pôde evitar que seus dentes começassem a bater de tanto medo. "Mas eu não quero ficar com essas pessoas."

Natália, do outro lado da linha, tomou um gole de vinho tinto com toda calma. "Eles arriscaram a vida para te salvar, oferecer um pequeno retorno é o mínimo que se espera."

Clarice ficou pálida como uma morta.

Natália prosseguiu: "Se você construir um bom relacionamento, eles serão as melhores armas para você, Clarice. Precisa aprender a ser flexível."

"Pronto, é isso. Quando chegar o momento certo, vou deixar você voltar para Cidade Y."

O celular que Clarice segurava foi tomado por alguém ao seu lado.

Ela ainda conseguiu ouvir Natália dizer: "Sejam gentis com a minha sobrinha."

A ligação foi encerrada.

Inúmeras mãos se estenderam em sua direção.

"Ah—!"

Um grito agudo, parecido com o uivo de um espírito maligno, rasgou a noite e, junto com a escuridão, afundou na lama impura.

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Pela manhã.

Heloísa dormiu das oito da noite até às oito da manhã, finalmente conseguiu descansar o suficiente.

Até a luminosidade da pele parecia ter melhorado.

Talvez fosse o limite do corpo, ou talvez o fato de saber que Nélio estava em sua casa lhe desse tanta tranquilidade, mas naquela noite ela sequer sonhara.

Na sala de jantar.

Aquele seu multifacetado rapaz, que mais parecia um elfo, preparou o café da manhã para ela mais uma vez.

"Heloísa, você nasceu no ano do coelho, não é?"

Nélio lhe entregou um suco enquanto perguntava casualmente.

Heloísa: "... Sou sim."

Por que ele estava perguntando sobre o signo chinês dela?

Será que queria comparar os mapas astrais dos dois?

Nélio deu um sorriso de quem entendeu tudo: "Não é de se admirar que goste tanto de dormir."

...

A notícia da saída de Vânia explodiu nos grupos de conversa de todos os setores da empresa.

Só então Heloísa acreditou que o que Nélio dissera na noite anterior era verdade.

Ele realmente a fez ir embora.

Atrapalhar o cochilo da tarde, realmente, era um pecado mortal.

Vânia inventou uma desculpa para sair por cima, disse que decidiu de repente estudar fora e que não tinha nada a ver com ninguém, mas todos sabiam o motivo real de sua saída.

Heloísa estava de ótimo humor.

Luan Lima também estava satisfeito: já estava preparado para viajar a trabalho no dia seguinte, imaginando um verdadeiro campo de batalha desde o avião—um tormento diário, cenas de caos sem fim... Ele até comprou calmantes e remédios para o coração.

Por volta das quatro da tarde.

Heloísa foi pedir licença a Nélio: "A Bonita Sheila me convidou, junto com a Thalita, para um baile hoje à noite. Preciso voltar em casa para trocar de roupa, vou me ausentar por uma hora."

Nélio levantou os olhos dos documentos à sua frente: "Baile? Quem está organizando esse baile?"

Heloísa hesitou: "Ah, o convite está com a Sheila. Acho que é a Sra. Lima. A Sheila disse que só as socialites e esposas de empresários de Cidade Y foram convidadas."

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