Nélio manteve uma expressão fria. "Se quiser um resultado melhor, arrume uma faca e encoste no meu pescoço."
Heloísa ficou sem palavras.
Depois de um tempo, ela tirou a mão do pescoço dele e segurou seu rosto, mudando imediatamente a expressão severa por um sorriso gentil e carinhoso. "Como eu poderia ser violenta com você? Estou só tentando conversar direito, não é? Dessa vez, faça como eu pedi, tudo bem?"
Vendo que ele não reagia, ela lhe deu um beijo na bochecha. "Tá bom?"
"Tá bom, Nélio?"
Se o jeito duro não funcionava, ela tentava o suave.
Se o suave não adiantava, ela apelava para o carinho.
Se o carinho não servia, recorria até à melação... Sempre tinha um jeito que funcionava com ele.
E de fato.
A expressão de Nélio suavizou um pouco. Ele encarou o rosto claramente fingido dela e, de repente, sorriu. "Só beijou a bochecha esquerda, não gosta da direita?"
Heloísa teve que beijar também o lado direito.
Ainda deu um beijo na testa... tão forte que parecia querer morder a cabeça dele.
Cinco minutos depois.
A porta do quarto se abriu.
Nélio saiu do quarto apoiando Heloísa.
"Miauuu~~"
Lila passou roçando pelos pés deles.
Heloísa olhou para baixo. "Lila, vá brincar sozinha ali por enquanto."
Nélio acompanhou Heloísa até a sala de jantar.
Lila veio junto o tempo todo.
Ora rodava na frente deles, ora por trás, ora se enfiava entre eles... tentando chamar atenção.
Até um cego perceberia que aquela gata era muito próxima deles.
"Essa gata..."
Tereza mal começou a perguntar, quando Kelton logo respondeu: "Ah, essa gata é minha. Ontem, quando descemos, ela veio atrás."
Enquanto falava, ele foi até Heloísa e pegou Lila em seus braços. "Sua fofa, eu estava te procurando por toda parte."
Heloísa aproveitou o momento para se sentar.
Tossiu baixinho, com um ar abatido, sem ousar olhar diretamente nos olhos da mãe. Ela estava envolta numa manta fina, parecendo mesmo doente.
"Tia."
Nélio cumprimentou com naturalidade.



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