Eu peguei um band-aid do hall de entrada e ofereci a ele, dizendo: "Quer usar?"
"Não precisa, é só um arranhãozinho, só a camisa que ficou um pouco molhada."
Foi só então que percebi a camisa dele molhada.
Deve ter sido algo que veio do Diego Ferreira.
Com uma leve expressão de desconforto, lembrei-me de que tinha uma camisa no meu apartamento.
Então, o levei para dentro e ofereci um copo de água quente, dizendo: "Tenho uma camisa aqui que estava pensando em jogar fora, você pode ficar com ela e não precisa me devolver, pode jogar fora quando quiser."
Fui ao quarto buscar a camisa com bordados dourados da marca H.S.B. que tinha trazido da última mudança, sem saber bem o porquê.
Mas agora estava claro, era hora de me despedir do passado.
Não sabia de quem era aquela camisa.
Mas isso não importava mais.
Quando Cauã Silva pegou a camisa, ele me olhou de cima a baixo e perguntou: "Como você tem uma camisa masculina?"
Inventei uma desculpa qualquer: "É do meu irmão, ele deixou aqui na última vez que veio, mas ele tem tantas que não vai se importar com uma a menos."
Cauã Silva pareceu não dar muita importância e foi ao banheiro trocar de roupa. Ao sair, olhou ao redor do meu apartamento e comentou: "Sua decoração é bem sofisticada. Quando estávamos reformando nossa casa, eu queria instalar uma torneira da Dyson, mas o professor velhinho disse que era muito cara e não deixou, mas vejo que todas as suas torneiras são da Dyson. Marina, isso é muito luxuoso, e essa camisa, claramente de um designer famoso. Deve valer uma fortuna."
Dei de ombros: "Meu irmão trabalha com investimentos, ele tem bastante dinheiro."
Isso era verdade, Sílvio Gomes, apesar de não ter grandes conexões, estava prosperando nos negócios.
Franzi a testa e me levantei com Cauã Silva para nos aproximarmos.
"Prof. Hector, esta é Marina, você a conhece, foi sua aluna. Ela é um pouco reservada, mas fala bastante. Este ao lado é Cauã Silva, meu aluno. Eles são uma excelente dupla, trabalham até tarde juntos no laboratório, são incansáveis," Prof. Mauro Silva provavelmente tinha bebido um pouco.
Sua fala estava um tanto embriagada.
Notei uma expressão de sarcasmo no rosto normalmente impassível de Hector Barsi, voltada para Cauã Silva.
Então, um dos seguranças de Hector Barsi cochichou algo no ouvido de Cauã Silva, que logo o seguiu para fora.
Logo em seguida, o Prof. Mauro Silva e o diretor me convidaram para sentar, com Hector Barsi sentado ao lado, separado por Prof. Mauro Silva.
Assim que nos acomodamos, vi que Cauã Silva tinha voltado, agora vestindo uma camiseta de manga curta. Sentando-se ao meu lado, ele murmurou: "Mal saí e já esbarrei em alguém, a camisa toda molhada. Ainda bem que o segurança da família Barsi tinha uma camisa reserva para mim, senão seria uma vergonha. Hoje parece que minha roupa só quer ficar molhada. Disseram que vão secar minha camisa e me devolver depois."

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Renascido: Já Está Tarde Demais
Quando vai sair novos capítulos?...