Kylie não esperava encontrar Elmer e Rhea na entrada do hotel.
Elmer tinha saído para buscar Rhea, mas no instante em que viu Kylie, a expressão dele mudou drasticamente.
“Por que está em todo lugar onde eu vou?”, zombou.
Sem mais ninguém por perto, ele não se deu ao trabalho de esconder seu desprezo.
“Você é algum tipo de fantasma? Vive nos assombrando por aí.”
No passado, Elmer já a havia insultado inúmeras vezes. Kylie nunca rebatia, engolia tudo por causa de Axel.
Mas isso era antes.
Agora que ela já não se importava com Axel, por que deveria se importar com Elmer?
Ela lançou um olhar frio.
“Se estou aqui para te assombrar, talvez devesse se perguntar por que um fantasma faria isso.”
Elmer ficou sem resposta.
Ele não esperava que ela retrucasse. Alguns segundos depois, seu rosto ficou vermelho de raiva.
“Kylie, do que está tão orgulhosa? Acha que tem algo para se gabar? Não disse que ia pedir demissão? Então por que ainda está rondando a Vortex?”
“Que hipocrisia! A quem está tentando impressionar?”
O tom de Kylie permaneceu calmo, quase irônico:
“Se tem tempo para zombar de mim, talvez devesse usá-lo para falar com Axel. Diga a ele para agilizar a aprovação da minha demissão. Aí vamos ver quem realmente não tem vergonha e não consegue largar.”
Elmer quase pulou de raiva.
Antes que pudesse retrucar, Rhea chegou.
Na mesma hora, a expressão dele mudou. Elmer correu para abrir a porta do carro, sorrindo como um bobo.
“Rhea, finalmente. Estou esperando há um tempão.”
Se ele tivesse uma calda, com certeza a estaria abanando sem parar.
Rhea saiu do carro, elegante e sorridente.
“Desculpa, o trânsito estava horrível.”
Quando percebeu Kylie ali perto, seu sorriso vacilou por um instante.
Ela logo juntou as peças. Kylie vinha passando tempo com Zander ultimamente. Provavelmente tinha aparecido naquela noite por causa do público e das conexões.
Com um sorrisinho discreto, Rhea virou o rosto e continuou conversando com Elmer.
O celular de Kylie vibrou naquele instante. Era Zander perguntando se ela já havia chegado. Ela atendeu em voz baixa e seguiu para dentro do hotel sem olhar para trás.
Rhea olhou em sua direção e perguntou: “Por que ela está aqui? A empresa de vocês a convidou?”
Elmer bufou, cheio de desprezo.
“Convidou ela? Por favor. Vai saber de onde conseguiu esse convite. A Kylie é uma cobra. Deve ter vindo farejar contatos.”
Era exatamente o que Rhea havia imaginado. Ouvir isso da boca de Elmer foi apenas uma confirmação.
“Pessoas como ela, que vieram de baixo, nunca perdem uma oportunidade”, disse Rhea, com frieza. “Se perder uma chance, talvez nunca mais tenha outra.”
Elmer, ainda irritado com a resposta que tinha levado antes, fechou a cara.
“Não fale dela. É uma daquelas pessoas que sempre voltam. Se eu fosse Axel, já teria dado um fim nisso faz tempo.”
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Os comentários dos leitores sobre o romance: Antes uma tola por amor, agora protagonista