Rhea pareceu surpresa. “O Axel nunca gastou dinheiro com a Kylie?”
Elmer respondeu com total convicção: “Nunca! As pessoas sempre dizem que um homem gasta dinheiro com a mulher que realmente ama. Isso já diz tudo. Ele nunca se importou de verdade com ela, então não precisa se preocupar.”
Ele acrescentou: “Ela está prestes a sair. Assim que deixar a Vortex, ela e o Axel vão seguir caminhos diferentes para sempre. Nunca mais vão se ver. Pode ficar tranquila.”
As palavras pareceram confortar Rhea.
O humor dela melhorou. “Vamos procurar o Axel. Já está ficando tarde.”
Os passos dos dois foram se afastando pelo corredor. Só depois que o som desapareceu é que Kylie saiu do banheiro.
Sete anos era tempo demais. Tempo suficiente para ver as pessoas mudarem. Tempo suficiente para o Axel se cansar dela.
Kylie mordeu os lábios, com seus olhos ficando levemente vermelhos.
Ela ficou ali por um tempo, forçando a respiração, até soltar um suspiro baixo.
...
Zander ainda precisava atender alguns convidados, então não pôde levá-la para casa pessoalmente.
Ele pediu ao motorista que a levasse e garantisse que ela chegasse em segurança.
Antes de ela ir embora, Zander colocou o casaco sobre os ombros dela, para que não sentisse frio.
Enquanto o motorista ia buscar o carro, Kylie viu o sedã de Axel passar.
O interior do carro estava iluminado. Rhea estava sentada ao lado dele, com seus olhos brilhando, sorrindo enquanto falava.
Axel ouvia, com uma suavidade rara no rosto.
O carro se afastou rapidamente, e o vento frio passou pelo rosto de Kylie.
O choque térmico a deixou sóbria na hora.
Ela apertou o casaco de Zander ao redor do corpo e sorriu de forma amarga.
Às vezes, um casaco é mais útil do que um homem.
Pelo menos numa noite de inverno como aquela, um casaco ainda conseguia protegê-la.
O álcool começou a fazer seu efeito. Quando Kylie chegou em casa, sua cabeça girava.
Ela levou um tempo tentando acertar a chave na fechadura até conseguir abrir a porta.
Ainda bem que tinha lembrado das chaves. Caso contrário, teria passado a noite no corredor.
No fundo, tudo era culpa do Axel. Se não fosse por ele, ela não teria precisado trocar as fechaduras. Agora tinha que andar com as chaves o tempo todo, o que era um verdadeiro incômodo.
Sua boca estava seca de tanto beber, mas a geladeira estava vazia.
Kylie sempre sentia vontade de beber água gelada depois de ingerir álcool. Como não tinha, pediu por aplicativo.
Cerca de dez minutos depois, a campainha tocou.
Que rápido.
Sem pensar muito, ela foi abrir a porta e congelou.
Não era o entregador. Era o Axel.
Ele deve ter bebido na festa, por causa da Rhea outra vez.
Kylie virou levemente o rosto, lançando um olhar rápido para a caixinha deixada sobre a mesa. Seus olhos suavizaram por um breve momento.
Axel, você nunca vai saber o que tem dentro dessa caixa!
Aquela noite foi intensa.
Axel parecia agitado, quase irritado. No dia seguinte, marcas visíveis estavam em sua pele.
Kylie também não foi delicada. O confronto entre os dois deixou sinais de ambos os lados.
Quando tudo terminou, ela estava exausta demais para se mexer.
...
O sábado de manhã chegou rápido demais. Kylie precisava ir ao hospital buscar Delia, então levantou bem cedo.
O desgaste da noite a deixou fraca. Até ficar de pé fazia suas pernas tremerem.
Enquanto escovava os dentes, Axel entrou no banheiro e passou os braços por sua cintura, abraçando-a por trás.
“Fica mais um pouco comigo”, murmurou.
Kylie não respondeu. Enxaguou a boca, secou os lábios e encarou o reflexo dele no espelho.
“Aquilo foi só uma despedida, não precisa transformar em algo sentimental”, disse com calma.
O resto de sonolência no rosto de Axel desapareceu na hora.
Ele estreitou os olhos e a encarou por alguns segundos antes de perguntar: “Ainda está com raiva de mim?”

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Antes uma tola por amor, agora protagonista
Tem capítulos faltando, ex: 172 a 176....