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Antes uma tola por amor, agora protagonista romance Capítulo 77

Arthur pegou a caneta sobre a mesa e a estendeu para ela. Seu tom estava mais firme do que nunca. “Essa é a minha resposta: Assine.”

Kylie pegou a caneta, sentindo seus olhos marejarem.

“Vou te lembrar mais uma vez: Depois que assinar, não tem volta.”

“É só assinar”, Arthur insistiu.

“Me diz uma coisa”, acrescentou rápido: “Quando veio falar comigo pela primeira vez, não duvidou da minha capacidade? Ainda acha que posso ser substituído?”

Na área dele, a confiança de Arthur era inabalável.

Kylie não hesitou. Assinou o nome em um único movimento firme.

...

Depois disso, as coisas andaram ao mesmo tempo bem e mal.

Todo problema típico de startup apareceu. Kylie enfrentou todos.

Mesmo assim, manteve a calma, sua mentalidade sempre foi seu maior trunfo.

Depois de anos lidando com tropeços, ela havia aprendido a sobreviver. Não quebrava com facilidade.

Trabalhava em duas frentes: buscar investidores e tentar empréstimos bancários.

Mas o processo de empréstimo era lento demais, cheio de burocracia. Parecia uma solução rápida, mas no fim não resolvia nada.

Dia após dia, o caixa da empresa só diminuía. A ansiedade começou a se infiltrar.

Depois de mais uma tentativa frustrada no banco, Kylie sentou no metrô, exausta.

Seu celular começou a vibrar sem parar.

Ela nem precisou olhar para saber quem era.

Quem mais seria, senão Mona?

Ela tinha um hábito, adorava dividir mensagens.

Algo que dava para dizer em uma frase, ela mandava em quatro.

Kylie abriu a conversa.

Como esperado, Mona estava desabafando novamente.

“Kylie.”

“Já reparou como…”

“Se comparar com os outros só deixa a gente com raiva?”

“Não vai acreditar…”

“O senhor Bowen acabou de gastar uma fortuna”

“Comprou uma mansão pra Senhora Malone”

“Em Lightwood!”

“Tipo, como assim?”

Mona continuava digitando, mas Kylie ficou parada por um instante, com os pensamentos longe da tela iluminada.

As mansões em Lightwood começavam em mais de cinco milhões.

Axel realmente não economizou.

Ele sempre foi generoso com Rhea.

Kylie já estava acostumada a ouvir isso.

Normalmente, histórias sobre como Axel tratava bem Rhea não a afetavam.

Mas saber que ele gastou milhões em uma casa só para agradá-la fez algo dentro de Kylie rachar.

Nos últimos dias, ela vinha se desgastando ao extremo para conseguir alguns empréstimos.

Meio mês havia se passado, só agora ele resolveu perguntar?

E bloquear ele completamente?

Isso era coisa de gente imatura ou que não consegue desapegar.

...

Na manhã seguinte, Kylie passou pelo escritório de Arthur. Assim que chegou, percebeu que havia menos pessoas ali do que antes.

No começo, pensou que todos ainda não tinham chego.

Quando estava prestes a sair, percebeu que aquelas mesas não estavam vazias por acaso. Estavam vazias de vez.

Curiosa, perguntou em voz baixa ao assistente de Arthur o que tinha acontecido.

Ele tentou desconversar, mas Kylie insistiu até ele ceder.

Arthur tinha dispensado vários funcionários para cortar custos e aliviar o peso financeiro dela.

E todo o trabalho que essas pessoas deixaram para trás? Ele assumiu sozinho.

Não só isso, ele ainda vinha pegando trabalhos freelancers por fora para ajudar a manter a empresa.

O problema era que esses trabalhos extras estavam consumindo o descanso dele.

“Senhora Rehbein”, disse o assistente, preocupado: “O senhor Mason mal dorme três horas por noite. Se isso continuar, o corpo dele não vai aguentar.”

A situação era grave, o financiamento não podia esperar mais.

Quando Kylie saiu do estúdio, seu rosto estava carregado de preocupação.

Projetos como o deles, inovadores, mas ainda não comprovados, ficavam presos em um limbo cruel. Empresas grandes não queriam, as pequenas não tinham dinheiro.

Era como andar na corda bamba.

Sem alternativas, ela finalmente pegou o celular e ligou para Skye.

Mas quando ela atendeu, Kylie não soube o que dizer.

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