Apaixonada Pelo Meu Pior Inimigo Capítulo 56 (Final)

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Christopher

Pegamos as nossas coisas e saímos da escola, mas não fomos para a casa e sim viemos para o pequeno bosque que fica logo atrás da escola, é um lugar frequentado por casais de namorados e por pessoas que gostam de correr e praticar exercícios ao ar livre.

— Me belisca pra eu ver se não estou sonhando? — pedi esticando o meu braço pra ela.

Estamos sentados no chão encostados em uma árvore, ela está entre as minhas pernas.

— A única coisa que me impedia de aceitar você era a minha gravidez, mas eu acho que saber mais sobre a minha própria história me ajudou muito a aceitar que eu posso compartilhar a minha vida com você, você é bastante especial, Christopher, eu te amo também, perdoe-me por não ter dito isso antes.

— Sério que você não disse?

— Não disse, como você pode não ter percebido isso?

— Acho que no fundo eu sentia que você me amava, e sentir isso era o suficiente pra eu não surtar.

— Christopher, você é louco, sabia?

— Sábia.

— O quê???

— Sou louco por você.

— Eu posso te confessar uma coisa?

— Sou todo ouvidos, princesa.

— Eu acho que por um bom tempo eu vou estar esperando a sua próxima pegadinha.

— Está dizendo que não confia em mim? Não acredita que estou sendo sincero?

— Acho que é a força do hábito, — ri jogando a cabeça para trás.

— Logo essa desconfiança vai embora, você vai ver, eu gostaria de te confessar uma coisa também.

— O que é? — virou-se de forma a me encarar, — vai me dizer agora que eu estava certa e que isso tudo é uma pegadinha?

— Não é nada tão legal assim, — brinco.

— Então confesse, senhor Jack Frost.

— Eu nunca havia...

— Vamos, diga...

— Eu nunca tinha...

— Christopher!? Diga de uma vez!..

— Ah, deixa, já perdi a coragem, você insistiu tanto que agora eu vou ficar muito desconcertado.

— Não acredito, se apontou então atire! Espera aí, ahh não, você não está querendo dizer que era virgem, né?

— Pffff, por que você pensaria que é isso? Você sabe que eu fui o maior pegador de todos os tempos, — Charlotte me dá um leve soco no ombro, — eu disse que fui...

— Você continua sendo.

— Não.

— Continua sim, porque está pegando a melhor de todas aqui.

— Espertinha a senhorita, né?

(...)

Os dias se passaram, os pais da Charlotte me receberam de braços abertos quando fui até a casa deles. Os nossos pais foram até a escola conversar com o diretor e ele aceitou nos ajudar a concluirmos os estudos sem maiores dificuldades. Todos no colégio já sabem que eu e a Charlotte somos um casal e que teremos um bebê, os meus amigos me encheram de perguntas idiotas, mas não respondi nenhuma delas. Percebi que o Charles passou a me olhar diferente, sinto muito se ele nunca teve chance com ela.

Organizamos juntos o baile dos pais como tinha que ser, foi muito divertido e romântico, aproveitamos tudo como se fosse um encontro.

Tudo aconteceu tão rápido na nossa vida, mas olhando de outra perspectiva demorou a nossa vida toda até aqui.

Charlotte

(...)

— Esse aqui é ainda mais lindo! Sara, não acredito, você é a melhor amiga de todas, — resmungo melancólica, acariciando o pequeno macacão cor de rosa em minhas mãos.

— Eu ainda não te mostrei esse, aahh, eu quase comprei a loja inteira pra pequena Alicia, Lóh, mas achei melhor deixar espaço no guarda roupa dela para as avós, — Sara riu me entregando o vestidinho azul.

— Sara, você vai ser a melhor tia de todas, eu queria ter tido uma tia como você.

— Ainda não superei o fato de que você demorou duas semanas pra me contar sobre ela, eu poderia ter me apresentado muito antes.

Sara, tudo aconteceu como teve que acontecer, você sabe, eu nunca iria imaginar que...

Você não, mas eu e o Pedro sim, enfim, deixa pra lá, né? Vocês já estão casados, apesar de ainda morarem com os seus sogros e aquele coisinha fofo do seu bebê cunhado, ah, você tem tanta sorte, sabia? Vai ter dois bebês na sua casa!

Pare de romantizar tanto, eu ainda estou me preparando psicológicamente pra ser mãe, eu ajudo a Camilla a cuidar do pequeno Arthur e não é nada fácil, ainda mais que eu estou estudando economia, tirando a habilitação, é bastante estressante.

— Pelo menos você e o Christopher estão bem.

Entre tapas e beijos, mas sim, — sorrio, — do jeito que eu

— Vocês dois juntos não tinha como ser

— Eu não vejo a hora de morar com ele na nossa própria casa, só eu, ele e a nossa filha, mas eu sei que por enquanto não dá, o Christopher não estuda, mas em compensação cuidar das lojas dá dores de cabeça em dobro, por isso estou estudando pra poder ajudá-lo e trabalharmos

— Você está falando igual uma mulher responsável.

— Pare de rir!

Charlotte, estou orgulhosa de você, muito.

Eu estou orgulhosa do Christopher, do quanto ele é lindo e me faz feliz.

É, eu estou orgulhosa dele também, ainda mais que ele vive dando conselhos para o Pedro me valorizar, viu só como o mundo dá voltas?

— O Pedro é um bom rapaz, Sara, não pense muito em perfeição, o amor é perfeito, mas as pessoas não são perfeitas, aprendi isso.

Eu sei, a gente está bem, muito bem, mas casamento só no ano que vem.

— Já?

Olha só quem fala, né? Você se casou no ano passado quando faltavam apenas duas semanas pra concluir a escola! Tinha que causar antes de se formar, né?

sua doida, somos duas jovens, eu já estou casada e você planejando o casamento... Que mundo é esse? A gente deveria estar curtindo a vida!

quem vai viajar amanhã com o papai aqui? — dou um pulo de susto quando ouço a voz do Christopher.

Já chegou do trabalho? Cris, eu não posso viajar, olha só o tamanho em que eu

Mas a gente só vai até a cidade vizinha, princesa, se a Alicia resolver aparecer por lá vai ficar tudo bem! — deposita um beijo na minha

sei não, estou tendo muitas cãibras ultimamente.

já viu o tamanho que estão as suas pernas? Sara, pense, todos os dias de madrugada essa menina me dá um susto, ela acorda com cãibras aí parece que está caindo o mundo inteiro.

Eu quero que você tenha cãibras um dia pra você ver como é.

coitado, essa cãibra pode vim de mano, eu dou conta.

Se uma febrezinha deixa você acamado por dias, acho que a cãibra faria você

eu vou nessa, tá? Vejo que tem coisas que nunca mudam, não é

(...)

Christopher e eu no topo de uma montanha, aqui é um ponto turístico de onde podemos ver grande parte do território ao redor, inclusive é possível enxergar os grandes prédios da nossa cidade lá no finalzinho da

vento bagunçando o meu cabelo e tentando erguer o meu vestido, ficamos em uma parte isolada observando tudo o que a vista nos

Cris, que bom que estamos aqui, ultimamente não temos muito tempo pra nós,

só vai piorar quando a nossa bebê nascer, mas estamos preparados, tá bom? Vamos sobreviver a tudo, porque o amor que nos envolve é mais forte do que rotina e intrigas... — falou enquanto me abraçava por

Vamos voltar aqui no ano que vem? Vamos fazer uma promessa de voltar aqui todos os anos e jurar que o nosso amor vai prevalecer a tudo? — proponho olhando para o horizonte, está na hora do pôr do sol.

— me dá um selinho, — se for, — me dá outro selinho, — do nascer, — mais um selinho — até o pôr do

sua barba está me machucando! — reclamo entre risos.

que achou da minha ideia romântica?

— Essa ideia foi minha.