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Apenas Clara romance Capítulo 633

João Cavalcanti ouviu aquilo e olhou de soslaio para Clara Rocha, com um leve sorriso.

— Os assuntos do patriarca envolvem muita coisa. Naquela época, realmente não era apropriado realizar um casamento. Seguir o conselho do senhor e adiar não é nenhum problema.

Sérgio Alves olhou para ele.

— Achei que você teria alguma objeção em adiar o noivado.

Ele respondeu:

— O senhor está brincando. Não sou um homem apressado.

Clara Rocha apressou-se em baixar a cabeça e tomar a sopa. Como ele tinha a coragem de dizer aquilo!

Isaque Alves largou a tigela e os hashis, fazendo um barulho nem muito alto, nem muito baixo.

— Já estou satisfeito.

Ele se levantou e saiu da mesa.

Clara Rocha olhou para as costas dele subindo as escadas, com o rosto transparecendo preocupação.

Sérgio Alves notou e disse:

— Não se preocupe com o seu irmão. Afinal, não faz muito tempo que ele passou por aquele incidente. Sempre leva um tempo para superar.

João Cavalcanti colocou um camarão descascado na tigela dela e acrescentou:

— Seu irmão é um homem racional. Eu também acredito que não vai demorar muito para ele dar a volta por cima. O que precisamos fazer agora não é aconselhá-lo, e sim acompanhá-lo durante o tempo que ele precisar para se curar.

A expressão de Clara Rocha relaxou um pouco.

Era verdade. Mesmo que fosse consolar o irmão agora, com o temperamento dele, Isaque apenas fingiria estar bem para tranquilizá-la, enquanto esconderia seus verdadeiros sentimentos e pensamentos.

— Só nos resta fazer isso. — Clara Rocha curvou levemente os lábios.

João desviou o olhar para Sérgio Alves.

— O senhor tem estado muito ocupado nos últimos dias com o processo do patriarca. Temo que já não tenha tanta energia para lidar com os assuntos de casa. Como eu estou livre esses dias, se o senhor precisar de qualquer ajuda, é só falar.

— Já que você está se oferecendo, não vou fazer cerimônia. — Sérgio Alves acenou com a mão. — Acontece que estarei fora de casa por uns dias. Vou deixar minha filha e meu filho aos seus cuidados.

João Cavalcanti deu um sorriso discreto.

— Será uma honra.

— Embora eu esteja deixando você ficar... — Sérgio Alves tossiu de leve. — Tentem se controlar um pouco.

Clara Rocha engasgou, levantando a cabeça com uma expressão constrangida.

— Pai, o que o senhor está pensando?

— Ah, a juventude é tão boa. — Sérgio Alves suspirou para si mesmo, arrumou a mesa e se levantou para sair.

Clara Rocha instintivamente levou a mão ao pescoço.

Será que o pai tinha descoberto algo? Mas ela não tinha visto nenhuma marca quando saiu de casa!

Ao ver o gesto dela, João Cavalcanti não conseguiu segurar o riso.

— Fique tranquila. Para encontrar os mais velhos, eu não deixaria marcas em lugares visíveis.

Ela o avaliou dos pés à cabeça.

— Por que a atitude do meu pai em relação a você mudou tanto?

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