Ver a filha trabalhando ainda deixava Helder Miranda com pena. Ele achava que, como Jaqueline fora contratada por Fabiano Nunes especificamente para cuidar dele, era mais do que justo que ela fizesse o serviço.
— Pai!
Fátima Miranda lançou um olhar de reprovação ao pai e murmurou suavemente:
— Ela passou a noite inteira cuidando do senhor, deve estar cansada. Já que eu cheguei, me deixe cuidar do senhor.
Seu humor estava ótimo; a melancolia e a irritação dos dias anteriores haviam desaparecido. Ela falava com o pai com muito mais paciência e carinho.
Helder Miranda sorriu, olhou para a filha e apenas perguntou:
— O Senhor Nunes não ficou bravo com você por causa daquela minha última ligação, ficou?
Ao ouvir isso, a mão de Fátima Miranda, que limpava o braço do pai, parou por um instante. Lembrar-se do que acontecera na noite anterior a fez sorrir e balançar a cabeça:
— Não, ele não ficaria chateado por uma coisa dessas.
— Que bom!
— Ai...
Helder Miranda suspirou.
— Passei esses dias todos com o coração na mão, com medo de que aquela ligação tivesse aborrecido o Senhor Nunes, e que, por tabela, ele ficasse irritado com você.
— Como ele ficaria?
Fátima Miranda deu um sorriso leve.
— Ele não vai ficar bravo comigo.
Antes, Fátima Miranda certamente não teria tanta confiança para dizer isso, mas agora...

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Após a contagem regressiva da vida, Senhora Nunes acordou!