— Ela não disse, mas alguém a viu entrando no carro dele!
O colega de quarto achava que aquilo era prova definitiva.
— Não necessariamente, eles podem ser parentes.
Arthur estava apenas analisando essa possibilidade.
Mas, aos olhos do colega de quarto, não seria isso uma teimosia?
Já estava provado e ele ainda a defendia, isso que era amor, né?
Arthur não notou os olhares compassivos dos colegas e deitou para dormir.
Na manhã seguinte, assim que viu Dália na sala de aula, Arthur comentou sobre o boato de que ela tinha namorado.
Dália: — ...Quem disse isso?
Arthur ficou confuso: — Eu também não sei, ouvi os caras do meu quarto comentando, todo mundo está falando disso.
— Se não for o seu namorado, esclareça as coisas.
— Para evitar que as pessoas aumentem a história.
Arthur se preocupava com a reputação de Dália.
— Como foi que surgiu isso? — Dália franziu a testa.
Ela havia pedido para Samuel ser discreto, e até entrou no carro fora da faculdade. Como ainda tinham descoberto?
— Também não sei, disseram que alguém te viu entrar no carro dele.
Arthur só tinha escutado o que os colegas disseram, sem investigar.
— Se você quer saber, tem que investigar.
— Tanto faz. — Dália deu de ombros.
— Por acaso é realmente o seu namorado? — Arthur estava um pouco surpreso.
Porque ele achava que Dália, sendo tão estudiosa, não tinha tempo para namorar.
Além disso, ela nem parecia do tipo que namorava; passava o dia todo na biblioteca ou na sala de aula, quase parecia que estava se tornando imortal!
Será que namorar também era obrigatório para gênios?
— Não, é meu primo. — Dália não tinha nada a esconder de Arthur.
Samuel não era como Kelton, ele não estudava na universidade e não apareceria com frequência.
Não tinha problema Arthur saber.
— Tudo bem, esse pessoal está viajando muito.

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