— E mesmo assim você se arrisca a sair? — Dália Campos olhou instintivamente para o carro em que estavam prestes a entrar, temendo que outra explosão pudesse acontecer.
— Não vai acontecer de novo — Lázaro Serra afirmou, como se lesse seus pensamentos.
— A explosão da última vez foi uma armadilha que eu mesmo preparei, virando o jogo contra eles.
— Os responsáveis que vieram à Cidade Y já foram capturados. Não é tão simples para gente de fora entrar aqui e agir livremente.
Sem equipamentos adequados, as ameaças internas teriam ainda mais dificuldade para sequer chegar perto de Lázaro Serra.
Portanto, a segurança dele não era um problema no momento.
— O Velho Senhor Serra sabe que você vive nessa adrenalina constante?
Lázaro Serra ficou em silêncio.
Dália Campos percebeu o deslize:
— Desculpe. Eu não deveria me intrometer nos assuntos da sua família.
Tratava-se de privacidade, talvez até de informações confidenciais. Definitivamente, não era da conta dela.
Lázaro Serra balançou a cabeça suavemente:
— Não tem problema.
— Meu avô não sabe. Ele já tem idade avançada, não há necessidade de preocupá-lo com isso.
Dália Campos concordou compreensiva:
— Pode ficar tranquilo, eu sei guardar um segredo. Nenhuma palavra sairá da minha boca.
Assim que ela terminou a frase, o carro sofreu um solavanco violento.
— Chefe, tem alguns carros na nossa cola! — alertou o motorista.
Dália espiou pelo espelho retrovisor e depois olhou pela janela. A situação era clara.
Aquele bando de malucos estava forçando a barra para fechar o carro deles.
Eles estavam se aproximando do rio da cidade. Queriam jogá-los na água?
A expressão de Dália mudou ligeiramente.
O motorista até conduzia com firmeza, mas não era o mesmo da última vez. Diante de um imprevisto dessa magnitude, suas habilidades defensivas deixavam um pouco a desejar.
Dália olhou fixamente para Lázaro Serra:
— Você confia em mim?
Lázaro franziu a testa, confuso:

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