Só então Kelton disse a Dália:
— Tente agora, pode fazer um carinho nele.
Samuel ficou ao lado de Negão, pronto para segurá-lo pela coleira caso o cachorro tivesse alguma reação agressiva.
Dália se aproximou de verdade, agachou-se e acariciou suavemente a cabeça de Negão.
Talvez pelo fato de os dois jovens donos estarem sendo tão amigáveis com Dália, Negão não apenas não a atacou, como fechou os olhos, aproveitando, e esfregou a cabeça na palma da mão dela.
— Certo, vamos entrar. O vovô e os outros já devem estar impacientes.
Kelton a lembrou, vendo que a garota já havia feito carinho por um tempo.
Dália sabia das prioridades. Ela se levantou, abriu a torneira do lavatório ali perto e lavou as mãos.
O lavatório era muito bem posicionado, perfeito para lavar as mãos logo ao chegar da rua.
Kelton e Samuel não tiveram nem tempo de impedi-la, dada a rapidez da ação.
Essa irmãzinha não tinha frescuras e não parecia ter medo do frio.
— Não lave com água fria. Vá lá para dentro usar água quente, senão suas mãos vão ficar rachadas de frio. — Kelton se preocupou com a prima mais nova.
Dália pegou uma toalha de papel e secou as mãos:
— Não tem problema, logo elas esquentam de novo.
Ela enfiou as mãos nos bolsos do casaco.
Dália praticava exercícios respiratórios e de equilíbrio orientais todos os dias, além de treinar defesa pessoal.
Ela sabia se proteger desde criança e, por estudar a fundo a ciência do corpo e terapias naturais, sua saúde e resistência física eram muito superiores à da maioria das pessoas.
— Essa é a Dália?
Zuleica apareceu.
Como o vovô não aguentava mais esperar, pediu que ela saísse para conferir se eles realmente haviam chegado.
Zuleica parecia ser uma mulher de meia-idade extremamente gentil, com um semblante amável, serena e elegante.
— Olá. — Dália imaginou que fosse a mãe de Kelton ou de Samuel e, como ainda não a conhecia, cumprimentou-a educadamente.
Zuleica se encantou pela garota assim que bateu os olhos nela.
Era linda, cheia de vida, a cara da cunhada e, ainda por cima, muito educada.
— Eu sou a mãe do Kelton, pode me chamar de tia Zuleica.
Zuleica se aproximou e segurou as mãos de Dália:
— Que menina mais linda.

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