Nesse momento, a médica que fazia a ronda entrou e, ao ver Gabrielle aplicando o remédio em Gustavo, interveio imediatamente:
— Espere!
— O que foi?
Gabrielle e Gustavo levantaram a cabeça ao mesmo tempo, olhando para a médica.
— O que vocês estão fazendo?
A Dra. Luna entrou apressada e viu o pequeno frasco de porcelana com embalagem simples nas mãos de Gabrielle.
— O que é isso que você está passando na mão dele?
— É um creme cicatrizante, o que mais seria? — Gabrielle não entendia o motivo de tanto alarde da médica, afinal, ela não estava fazendo Gustavo engolir aquilo.
Além disso, estavam apenas testando na mão, não no rosto.
O ferimento na mão de Gustavo era apenas um pequeno arranhão, nada grave, nem sequer precisava de curativo.
— Ele é uma celebridade, pode usar qualquer remédio assim?
— E se der problema depois, de quem será a culpa?
— O nosso hospital não vai se responsabilizar!
Luna não era a médica responsável, mas era aprendiz do médico principal.
Às vezes, quando o médico responsável não estava, era Luna quem cuidava de tudo.
Ela era fã de Gustavo e se importava muito com ele.
Desde que Gustavo deu entrada no hospital, ela andava sorridente e animada.
Ela não podia contar aos amigos, mas todos os dias acordava sorrindo.
Por isso, ela prestava atenção redobrada à condição de Gustavo.
Mesmo sabendo que Gabrielle era a empresária de Gustavo, ela não permitiria que lhe fizesse mal.
E se acontecesse algo?
— Eu sou a empresária dele, acha que eu não sei disso?
Gabrielle também estava sem paciência:
— É bom que o hospital de vocês seja rigoroso, mas já disseram que ele provavelmente ficará com cicatrizes no rosto e precisará de procedimentos estéticos depois.
— Estamos tentando usar este creme agora para que o Gustavo se recupere mais rápido.
— Vamos testar este creme primeiro, e só usaremos no rosto se funcionar.
— A Gabrielle é minha empresária, nossos interesses estão ligados, ela se preocupa mais do que ninguém com a possibilidade de meu rosto ficar desfigurado.
Portanto, a sua preocupação é totalmente desnecessária.
Ao ouvir Gustavo falar assim, a Dra. Luna ficou sem palavras.
Embora não estivesse convencida, ela sabia que Gustavo certamente ficaria do lado de sua empresária.
— Mas e se esse creme tiver alguma interação com os medicamentos do nosso hospital? — A Dra. Luna ainda não queria que Gustavo o usasse.
Ela sentia que estava fazendo aquilo totalmente pelo bem de Gustavo, por que ele estava defendendo a Gabrielle?
— Acho que não. — Gustavo realmente não entendia disso, afinal, não havia estudado medicina.
Luna olhou para Gabrielle:
— Gabrielle, que tal você me dar o creme primeiro para eu mandar analisar? Se for realmente inofensivo para o Gustavo, a gente usa.
Isso parecia um pouco de exagero.
— Por que não chama o seu supervisor e pergunta a ele? Se não houver problema, nós usamos.

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