— Lázaro, faça companhia para a Vóvó Campos e a Dália por mim.
Dália Campos acenou negativamente com as mãos, apressada. — Não precisa, Vôvô Serra. Deixe que o senhor Serra o acompanhe.
— Eu cresci na Cidade Y, conheço tudo por aqui.
O Vôvô Serra ainda quis argumentar, mas Lázaro interveio: — Vô, a Dália tem razão. Ela conhece a Cidade Y muito melhor do que eu.
O Vôvô Serra não insistiu.
No entanto, Lázaro pediu ao motorista que levasse o diretor Pinto de volta ao hospital.
Por outro lado, assim que Dália e a avó saíram do hotel, ela fez uma ligação.
— Estou te esperando no Oásis Verde, aqui na Rua Nova.
— Venha com um carro mais discreto.
Dália não queria assustar a avó.
— Pode deixar, senhorita! — garantiu a pessoa do outro lado da linha, aos risos.
Dália mal havia desligado o telefone quando ouviu uma voz familiar.
— Dália? Vó? O que vocês estão fazendo aqui?
Por uma ironia do destino, o restaurante onde Keila Campos e os outros almoçavam ficava justamente no shopping ali perto.
O hotel ficava ao lado do shopping, então era impossível não se esbarrarem logo na saída.
Com o grito de Keila, Giovani Campos, Jamile Lima e até Adilson Campos voltaram seus olhares para elas.
Ao ouvir aquilo, os olhos de Giovani brilharam e ele instintivamente procurou pela figura de Lázaro Serra.
Ao não encontrá-lo, seu rosto foi tomado pela decepção.
Contudo, ao encarar Dália e a senhora Campos novamente, ele disfarçou a frustração.
— Lia, senhora Campos, o que fazem por aqui?
Dália não estava com a menor paciência para lidar com eles e foi direta: — Estamos esperando o ônibus.
E não era mentira, havia um ponto de ônibus a apenas vinte metros de distância.


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