Dessa vez, Lázaro viajou apenas com um assistente e sem guarda-costas, mantendo o perfil mais baixo possível.
— Senhorita Campos.
O assistente de Lázaro segurava as malas e a cumprimentou educadamente assim que a viu.
Dália assentiu e, em seguida, olhou para Lázaro: — Não deixei você esperando muito tempo, não é?
Lázaro balançou a cabeça: — Você chegou rápido demais, não me diga que apostou corrida de novo?
Apesar da pergunta, Lázaro já tinha certeza de que a garota havia abusado da velocidade.
Quando ela soltava o pé no acelerador, a velocidade parecia um relâmpago.
Ele chegou a se preocupar que algo ruim pudesse acontecer.
— Como assim? Foi só a minha velocidade normal. — Dália piscou. Acelerar? Ela jamais admitiria aquilo!
Quando saíram do aeroporto, Lázaro sugeriu que o assistente dirigisse, mas Dália se recusou.
— Vocês tiveram uma viagem longa, deixa que eu dirijo. Você já reservou o hotel para essa noite?
Lázaro assentiu: — O hotel em que ficamos antes era bom. Já reservei uma suíte lá.
Quando o Velho Senhor Serra esteve por ali, a suíte de hotel reservada era bem confortável. Ele morou lá por mais de um mês.
Desta vez, já conhecendo o caminho, fez a reserva com antecedência.
— Eu levo vocês para o hotel primeiro ou a gente vai comer alguma coisa?
Dália perguntou para saber o que preferiam.
— Vamos para o hotel primeiro, também dá para pedir comida lá à noite.
— O que tem de bom em pedir comida no hotel? A essa hora a gente tem que comer na rua.
Dália decidiu levá-los para comer espetinhos.
Deixaram as malas e foram juntos para a feira noturna.
Os lanches de lá eram muito variados. A carne no palito, fondue e o lagostim apimentado, eram todos maravilhosos.
Escolheu um estabelecimento com bastante movimento.
Pediu um quilo de lagostins apimentados, um quilo no alho e mais alguns espetinhos assados. O resto deixou para Lázaro e o assistente escolherem.
Lázaro assistiu Dália descascar o lagostim e pegou um com as mãos.
Ele comia com habilidade.
Pegou um apimentado e o outro de alho. Não tinha muita preferência.
Dália deu uma pausa, paralisada: — Você tem o costume de comer isso?
Lázaro sorriu, abrindo um camarão para ela: — Na época do colégio, eu saía com meus colegas de quarto para jantar.
Dália entendeu tudo. Não importava em que colégio estudasse, não seriam todos os garotos do quarto a esbanjar dinheiro. Mesmo se tivessem muita grana, sempre teria um ou outro que gostasse das coisas mais simples.
Gostar de comida de rua não é nada de mais.
— E você achou o que dessa barraquinha que escolhi?
— Ela é uma das melhores. — Lázaro levantou o polegar em sinal positivo.
Dália olhou de volta para o assistente.
E ele também a elogiou com a boca cheia: — O paladar da Senhorita Campos é sensacional, na Capital não tem uma comida tão incrível como esse lagostim.

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