Dália conseguia entender os sentimentos de Jamile, mas não simpatizava com a sua situação.
Se era para falar em vítima, apenas ela era a mais inocente.
Keila não era boa o suficiente, e isso não podia ser jogado nas costas dela.
Até porque, considerando os genes, o seu pai biológico, Denis Campos, e a mãe, Débora Moreira, eram figuras geniais.
E Jamile? Só podia ser considerada uma pessoa comum.
E o amante dela, o pai biológico de Keila, também não devia ser grande coisa.
Keila já tinha começado em desvantagem e isso não podia ser mudado.
Claro que ela também admitia que o ambiente tinha um certo impacto nas pessoas.
Portanto, ela estava disposta a retribuir a gratidão da Família Campos pela sua criação.
Mas só podia ser ela quem decidisse retribuir por conta própria, e não sendo chantageada moralmente por Jamile.
Jamile não ganhou nada de Dália, que nem tinha tempo para ela.
Ela estava ocupada. Saindo do laboratório, ia para casa, e apesar de o ENEM ter acabado, já tinha uma vida de rotina entre dois lugares.
Sabendo que Dália ia viajar com os colegas, o Direitor Lima ficou muito em dúvida.
Ele certamente queria impedi-la, mas Dália já tinha tomado a decisão e ele não podia interferir.
Agora ele só podia tirar um tempinho a mais de Dália todos os dias, para fazê-la avançar depressa com a pesquisa.
E Dália ainda prometeu a Ziraldo Silva que encontraria com o senhor da família dele; a hora já estava até marcada.
Ela sentia que estava mais ocupada do que antes do ENEM.
E Jenny também já tinha terminado a mudança da sede da Sunny Creative.
Vendo que o seu ENEM tinha terminado, ficava a pressionando para cuidar dos negócios o tempo todo.
A cabeça de Dália doía com tanto trabalho e seria melhor que Jamile ficasse quieta. Se ela fizesse mais barulho com Keila, Dália exporia todo o escândalo da Família Campos sem pensar duas vezes.

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