O rosto de Adilson estava sombrio. Dália já havia se distanciado deles, e para forçá-la a concordar com isso, eles teriam que usar o fato de ter criado ela por anos para fazer chantagem com ela.
E depois disso, não haveria mais conserto na relação entre os dois.
Ao invés de deixar Dália cortar o último pingo de sentimento pela Família Campos, era melhor ele mesmo se casar.
A empresa era responsabilidade dele, não dela.
Se iam falir ou não, não tinha nada a ver com a garota.
Ao ouvir a pergunta da filha, Jamile também suspirou: — Eu tenho medo dela não aceitar e nem ousei falar com ela.
— Quando você chegou, nós mandamos a Dália para o interior rápido demais. Para quem vê de fora, nossa atitude não foi correta.
— Embora nós a tenhamos criado por todos esses anos e os sentimentos permaneçam, não podemos culpá-la por pensar muito.
— Se pedirmos, ela talvez ajude, mas nós temos medo que ela fique com raiva de nós.
Keila também franziu a testa: E se Dália não aceitasse, o que fariam?
Eles iam mesmo falir?
— E o que a gente faz? Ela já não vai com a minha cara por causa do que aconteceu antes, e com você, mãe, também...
A expressão de Keila era de preocupação.
Desta vez ela estava preocupada de verdade. Se falissem, ela perderia o título de Senhorita Campos, e no futuro viveria ainda pior que Dália.
Dália tinha os vinte milhões da venda do travesseiro de aloe, além de uma casa antiga que valia ouro, o que causava inveja a ela.
Enquanto a si mesma, só conseguiu um apartamento, que por sinal estava no nome do seu irmão.
Jamile tinha deixado preparado um andar inteiro só para ela, mas em comparação com Dália, ficava para trás.
— O filho dos Martins deve ser muito excelente. Não sei se a minha irmã vai gostar.
Na opinião dela, se ele tivesse estudado no exterior, teria muita postura.
Para Dália, já seria mais que o suficiente.

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