Keila estava colocando gelo no rosto de Jamile.
O tapa de Giovani fez metade do rosto dela inchar.
Agora, vendo-o de volta, Keila teve vontade de fugir.
Ela estava com um pouco de medo do pai Giovani naquele momento.
Isso porque ele a havia chamado de bastarda.
Ela perguntou a Jamile se ela era a filha legítima e a mulher apenas ficou em silêncio.
Esse tipo de silêncio a deixou com um mau pressentimento.
— Jamile, venha comigo até o escritório. — Giovani lançou um olhar rápido a Keila, ignorando-a por ora.
Como ela não era filha dele, Giovani se sentia desconfortável só de olhar para ela. Dália era muito melhor.
Não era à toa que mesmo depois de tanto tempo, Giovani ainda não tinha criado um vínculo afetivo verdadeiro com Keila.
Por não terem laços de sangue e ser tão cheia de ciúmes, não era surpresa que Keila se tornasse desagradável de se conviver!
— Pai, por favor, pare de bater nela.
Keila tentou impedir Jamile de segui-lo.
Jamile agora era o seu único apoio. Ela não podia apenas observar a mãe apanhar.
— Não me chame de pai. Não considero ela minha filha de jeito nenhum. — Giovani riu com frieza.
Keila se sentiu fraca. Jamile ficou feliz por ver Keila a protegendo.
Mas ao ouvir Giovani chamar a sua filha de bastarda repetidas vezes, sentiu uma grande tristeza.
Ela balançou a cabeça para Keila e seguiu Giovani para o andar de cima.
Giovani era orgulhoso e o tapa tinha acontecido no calor do momento, mas normalmente ele não batia em mulheres.
Ele queria falar com ela no escritório porque havia algo que não podia ser dito na frente de Keila.
Sendo assim, ela ficou mais tranquila.
Jamile subiu as escadas com Giovani e Keila foi rapidamente se esconder para ligar para Adilson.

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