Dália pegou um banquinho e sentou-se, preparando as ervas medicinais junto com Osvaldo.
Então ela explicou o motivo de Ziraldo tê-la convidado.
E mencionou que atualmente ela e Ziraldo trabalhavam no mesmo laboratório, focados em um projeto.
O preconceito de Ziraldo com a medicina tradicional havia desaparecido, mas ele não sabia como conversar com o pai, muito menos como convencê-lo a superar o luto pela perda da mãe.
Osvaldo não esperava por aquilo, muito menos que a jovem tivesse conhecimentos tão impressionantes em medicina tradicional.
— Você quer dizer que eu não estava errado e que a medicina tradicional realmente poderia ter curado a doença da minha esposa?
A esposa sofria com a doença o dia inteiro. Osvaldo via aquilo e sofria junto.
— Na teoria, sim, mas na prática, eu precisaria entender a condição da sua esposa primeiro.
Os olhos de Osvaldo brilharam: — Isso é simples, eu estava focado em curar a minha esposa, então registrei todas as mudanças da condição e os medicamentos usados.
Osvaldo imediatamente entrou no quarto, procurou pelas gavetas e pegou os registros.
Dália folheou página por página e, abaixo da medicação dele, anotou as próprias receitas.
As receitas dos dois não eram muito diferentes, mas o uso que ela fazia dos remédios era claramente mais ousado e eficaz.
Um pequeno desvio causava uma grande diferença.
Não que o método dele estivesse errado, mas suas habilidades médicas eram realmente um pouco inferiores às da jovem.
— Senhor Osvaldo, não pense assim.
Dália o consolou: — O senhor é o marido dela, com certeza também viu o quanto ela sofreu depois de adoecer.
— O senhor não teve coragem de usar remédios muito fortes porque não queria vê-la sofrer.
— Além disso, ao tratar a própria esposa, é normal pensar demais nas consequências, o que levou o senhor a ser mais conservador com a medicação.
— Isso não foi culpa sua.
O consolo de Dália fez efeito.

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