Hugo Novaes suspirou, sem opções: — Se eu ganhasse na loteria, teria ido comemorar com a minha namorada!
É o seguinte, eu viajei nesses últimos dias, mas minha conta foi roubada.
— Eu realmente tenho algo a dizer! — Hugo ficou sério novamente.
— Fala, estamos ouvindo. — O garoto que jogava respondeu com preguiça.
— É o seguinte, eu viajei nesses últimos dias, mas minha conta foi roubada.
— Minhas conhecidas foram enganadas. Alguém usou a minha conta para postar vagas de serviço temporário, pegou o dinheiro das calouras e sumiu.
— Vocês viram alguém mexer no meu computador?
— A colega de quarto de uma delas pediu a um amigo da polícia para investigar, e o endereço de IP que postou a mensagem veio do nosso quarto.
— Eu não teria como provar minha inocência de jeito nenhum.
— Mas eu realmente estive fora esses dias, então quis voltar primeiro e perguntar se vocês viram algo.
— Se for só um mal-entendido, basta devolver o dinheiro a elas.
— Eu consideraria apenas que um colega estava passando por dificuldades.
— Mas se ninguém mexeu no meu computador, eu terei que deixar que elas chamem a polícia.
— Minha preocupação é que isso seja um mal-entendido e prejudique a nossa reputação se virar um problema maior.
— Afinal, somos estudantes da Universidade B. Se formos ter uma ficha criminal, o nosso futuro está acabado.
Hugo tentou apelar tanto para a emoção quanto para a razão.
O que fariam dependeria totalmente dos colegas de quarto.
Ele também não tinha certeza se havia sido um deles.
Depois de falar, prestou atenção na reação de todos.
— Porra, Hugo, você não está suspeitando de nós, está?
— Eu não toquei naquele seu computador velho!
O primeiro a falar foi o herdeiro rico, que não tinha falta de dinheiro.
Era impossível que ele mexesse no computador de Hugo, muito menos enganasse alguém por uns trocados de um trabalho de meio período.

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